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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Consciência Negra é celebrada na Praça da República.

A concentração foi domingo, dia 19 de novembro, no Quilombo da República -  a barraca do CEDENPA, Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará - na praça da República.
Mulheres Negras da Amazônia: Pará, Amapá, Maranhão e Tocantins, comandaram a celebração com apoio do Bento Maravilha, do Ben Som.
A celebração foi conduzida pela Rede Fulanas, que é composta por mulheres autodeclaradas negras que manifestam sentimento de pertencimento e semelhança ao biótipo das negras africanas que foram escravizadas nas Américas. As Fulanas, nome aqui vinculado à etnia africana Fula, de significativa representatividade na Amazônia, nasce por constatar que o racismo, preconceito e discriminação racial continua atingindo, com mais força, as mulheres negras e que diante disso, tornam-se necessárias ações mais articuladas, visando contribuir na superação das desigualdades raciais e de gênero na Amazônia e no Brasil como um todo. Com o apoio do Ben Som, do Bento Maravilha, fizeram leitura comentada de manifestos de consciência negra.





Povo Tradicional de Matriz Africana pede paz!


“Essa é uma ação religiosa, mas, também, uma ação política. Todas as vezes que os povos de terreiros saem às ruas para professar a nossa fé, estamos fazendo a ação politica de existir em uma estrutura social que insiste em nos ser hostil. Ao ocuparmos simbolicamente, o espaço público, resistimos às invisibilidades e preterimentos que cotidianamente nos atingem”, afirma o ogã André Santos, membro da comissão dos Terreiros Tombados e professor-doutor da Ufba.


Para denunciar as violências e exigir respeito, que comunidades do Povo Tradicional de Matriz Africana, Afro-religiosos de Belém do Pará, enfeitaram as Mangueiras da Praça da República com Ojás brancos (ação nacional promovida pelo Coletivo de Entidades Negras - CEN) e plantaram árvores sagradas no Espaço de Resistência Quilombo da República. A ação religiosa, política e poética exige respeito, e faz parte da campanha “Não toquem em nossos terreiros”, em referência a alarmantes casos de racismo religioso, que resultaram até na destruição de templos. O cenário, preocupante, pode ser expresso em dados. Conforme levantamento do Ministério dos Direitos Humanos. Entre janeiro de 2015 e o primeiro semestre deste ano, o Brasil registrou uma denúncia de ataque a terreiros a cada 15 horas. No período, ainda segundo o órgão, o Disque 100, canal que reúne denúncias, recebeu 1.486 relatos de discriminação religiosa, sendo que, a maioria das violências, atingem as tradições do sagrado de matrizes africanas.




E no mesmo ato demarcaram a presença negra na Amazônia com o plantio de árvores sagradas ao redor da barraca do CEDENPA, que se localiza na parte da praça que no passado foi usada como o cemitério dos homens pretos. O plantio das árvores também é uma celebração à ancestralidade africana na cidade de Belém.
Babá  Edson Catendê e Mãe Patrícia de Iemanjá conduziram o ritual poético-político-sagrado de plantio de árvores no Quilombo da República.

São folhas e ervas utilizadas pelas diversas tradições de origem na África Negra presentes na Amazônia, e o plantio em espaços públicos reforça o registro de 1.082 terreiros na zona metropolitana de Belém, pesquisa realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome -  MDS, em 2012.





Prefeitura tentou retirar o Tabuleiro de Acarajé da Jucilene de Oyá. 



E o racismo institucional se fez presente com a ação da 'Ordem Pública' tentando retirar o Tabuleiro de Acarajé e a Feira Preta - jovens empreendedores negros que se reunem ao redor do Quilombo da República - da festa na praça. Mas a mobilização de resistência garantiu a presença do nosso povo, em festa, comemorando  o Dia Nacional da Consciência Negra.

"Axe Zumbi Pará, Axé Dandara Pará - SÃO VIDAS NEGRAS QUE IMPORTAM"





quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Ancestre em Manifesto, de Tata Kinamboji e Michel Amorim.













"Ancestre em manifesto" é um manifesto político, artístico, estético... Corpo ancestral/ corpo social no cotidiano da cidade que nega a nossa existência. Ação poética de Táta Kinamboji e Michel Amorim com participação de Socorro Patello e Diogo Monteiro, como parte da exposição "Nós de Aruanda, artistas de terreiro 2017". Trajeto, da Praça da República até a GTB - Galeria Theodoro Braga - CENTUR, realizado em 22 de junho de 2017.

Programa Ngomba d'Aruanda de 01 de novembro de 2017.



01 de novembro de 2017, quarta-feira, 22h (23h de Brasília), Programa Ngomba d’Aruanda na Rádio Exu.
Apresentação Tata Kinamboji (Arthur Leandro) a partir da Casa do Tempo
http://radioexu.com/- , 
para ouvir a radio Exu pelo facebookhttps://www.facebook.com/radioEXU/app/1039043586147312/
se preferir, escute pelo blog http://etetuba.blogspot.com/2017/01/radio-exu.html

Destaques
1. Alô prefeitura, por quê não pode Acarajé em Belém? Relato de Jucilene de Oyá, baiana do acarajé, e os problemas criados pela prefeitura de Belém...
2. Marilu de Yemonjá fala sobre a sacralização do alimento e a relação com a magia. Mas afinal, por quê querem proibir o abate tradicional de matriz africana? Agora em novembro o STF vai julgar o recurso foi interposto pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul contra decisão do Tribunal de Justiça estadual (TJ-RS) que validou a Lei gaúcha 12.131/2004, que permite o sacrifício de animais destinados à alimentação nos cultos das religiões africanas.
3. Mãe Nalva de Oxum fala da tradição que alimenta...

Apoio – REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana, CEN – Coletivo de Entidades Negras (Coordenação Pará), FONSANPOTMA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, Ile Axe Alagbede (Maranhão), AFAIA Associação dos Filhos e Amigos do Ilé Asé Iyá Omi Ofá Karé, Grupo de Estudos Afro‐Amazônico GEAM/ IFCH-UFPA, GEP Roda de Axé/ CNPq, Faculdade de Artes Visuais/ FAV – ICA - UFPA, Projetos Ngomba d’Aruanda e Eu vou navegar na casa da mãe das águas (Ile Axe Iyaba Omi) e Valorização do Patrimônio Artístico e Cultural Afro-Amazônico, projetos de extensão PIBEX, Eixo Transversal e Navega Saberes da PROEX/UFPA

 

Programa Ngomba d'Aruanda de 4 de outubro de 2017.



04 de outubro de 2017, quarta-feira, 22h, Programa Ngomba d’Aruanda na Rádio Exu.
Apresentação Tata Kinamboji (Arthur Leandro) a partir da Casa do Tempo
http://radioexu.com/- , 
para ouvir a radio Exu pelo facebookhttps://www.facebook.com/radioEXU/app/1039043586147312/
Destaques 
1. o Pará tem políticas de igualdade racial? quem responde é a nova gestão de PIR para o estado;
2. Rádio Exu promove duas campanhas: "Cristãos que combatem o racismo religioso" e "Coloque a sua voz na defesa dos direitos humanos"
3. Entrevista com babá Edson Catendê sobre os 30 anos da Banda Afro Axé Dudu e dos 15 anos do Ita Lemi Sinavuru, por Bruno Pedroso, Fernanda Vera Cruz e Rodrigo Leão.


Apoio – REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana, CEN – Coletivo de Entidades Negras (Coordenação Pará), FONSANPOTMA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, Ile Axe Alagbede (Maranhão), AFAIA Associação dos Filhos e Amigos do Ilé Asé Iyá Omi Ofá Karé, Grupo de Estudos Afro‐Amazônico GEAM/ IFCH-UFPA, GEP Roda de Axé/ CNPq, Faculdade de Artes Visuais/ FAV – ICA - UFPA, Projetos Ngomba d’Aruanda e Eu vou navegar na casa da mãe das águas (Ile Axe Iyaba Omi) e Valorização do Patrimônio Artístico e Cultural Afro-Amazônico, projetos de extensão PIBEX, Eixo Transversal e Navega Saberes da PROEX/UFPA

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Tecnologia do tambor: resgatando e salvaguardando conhecimentos ancestrais e tecnológicos



Tambores como avançadas tecnologias de comunicação resgatando e salvaguardado conhecimentos ancestrais.

Podemos entender o “Tambor” como a primeira internet do mundo, quando os pretos africanos usavam seus instrumentos para se comunicarem entre si e entre vilarejos diferentes, o tambor realizava o papel de rede comunicacional, sendo comparado aos que temos hoje como (wan, lan e man) conhecidos tipos de comunicação das redes de computadores. Os toques podem ser entendidos com as mensagens mandadas de tambores para tambores, que por sua vez são criptografadas com a possibilidade de um "decodificador", neste caso um mestre ancião ou griot que traduz os códigos musicais em linguagens humanas.

As informações que ficavam ocultas na mensagem e o povo consegue entender depois de descriptografadas pelos mestres portadores desses conhecimentos, possuem uma usabilidade de todos os meios humanos que os tambores nos proporcionam. Dessa forma, encontramos uma rede de comunicação sem fio, com capacidade de conectar a comunidade, além de tocar a alma do povo que faz parte dessa rede, mesmo que só como receptor de todos os dados finais do processo de decodificação.

É importante entender esse processo de comunicação cultural como uma importante tecnologia social, justamente porque as suas expressões acontecem sem se desprender das riquezas ancestrais, além de atribuir valores reais, compreendendo que nossas práticas merecem ser entendidas como algo altamente tecnológico e parte importante de um território digital que precisa ser ocupado pelo povo preto, uma vez que nossas comunidades e nossos saberes estão sendo roubados, principalmente por conta do processo de embranquecimento cultural que pode ser observado nas vivências maranhenses, motivo de alerta para o nosso povo. O Maranhão carregara riquezas culturais marcadas pela ancestralidade, repleta de significados e variedades, mantidas através do repasse da tradição oral, esses bens ultrapassam o valor simbólico no nível do imaterial para os povos e seus meios sociais ditando suas formas de convivência e valor político.

Nesse sentido o nosso projeto pretende realizar o resgate de memórias tradicionais dos povos pretos através da instrumentalização e criação de acervos de audiovisual, buscando alcançar a otimização da memória ancestral ligada com a digital, de forma que se mantenha os valores tradicionais das comunidades sem deturpar as práticas sociais dos participantes. De acordo com estudos comunicacionais “ ter cultura é estar conectado ” os bens culturais de um povo são mantidos pelo modelo de repasse de informações e conhecimentos através da tradição oral, corre em linha tênue entre uma segurança quase que criptografada e ao mesmo tempo com chances de cair no esquecimento, como por exemplo: a morte de um guardião desses conhecimentos tradicionais e ancestrais. Quando as comunidades necessitam criar uma documentação de seus conhecimentos e informações internas sempre tem que contar com o bem externo, quase sempre antropólogos ou pesquisadores, que ao realizar uma captura de vídeos, o executa com “o olhar do outro” um “olhar cientifico”, dessa forma corremos o risco de ter nossas informações construídas e sistematizadas com modelos desiguais aos da comunidade. Agora imaginemos esses dados sendo capturados e guardados com o olhar comunitário de quem vive aquela realidade, partes de uma cultura que carrega significados e que estão se perdendo com o passar do tempo nos acervos internos pela falha na comunicação ? Em cada localidade será apresentado duas palestras, tendo como objetivo duas oficinas com temáticas envolvendo apropriação tecnológica e conhecimentos tradicionais, nas áreas de confecções de instrumentos próprios, pautados nos valores civilizatórios africanos reconhecendo os tambores como tecnologias sociais e meios de comunicação usados nas comunidades. Repassar as práticas de confecção de instrumentos comunicacionais focando o bem de nossas comunidades, valorizando e fortalecendo a ancestralidade dos povos e comunidades tradicionais e de matriz africana. Realizar o reavivamento cultural valorizando as relações sociais das comunidades pretas, acreditando nesses bens culturais como mecanismos de aperfeiçoamento da conexões digitais e ancestrais sociais das comunidades tradicionais. Esses materiais serão repassados, aprendidos e acumulados, juntamente com o discurso da ancestralidade e em conjunto com diálogos de apropriação tecnológica. Atividades como essas exercem um papel fundamental e de extrema importância para exercícios culturais de um povo, uma vez que suas organizações sociais e políticas estão diretamente ligadas a memória que é repassada de forma oral, em sua maioria de pais para filhos e/ou de anciões para comunidades, sendo um agregador de valores identitários sociais, pois o conjunto que os forma é o esperado mundo mais do nosso jeito!

Mil Oniletó 
São Luís – Maranhão
Telefone: 098 989065584/ 098 988567520 / E-mail: onileto@riseup.net; milson.santos42@gmail.com

Oficinas de construção de instrumentos:



Originalmente publicado na Rádio Beco da Cota.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Corpo memoria, Ana Valéria.





Corpo e Memória é uma série com sete performances fotográficas em espaços da natureza, teve como cenário o Quilombo do Curiaú, em Macapá. Para Ana Valéria o trabalho busca uma memória perdida, visível processo de retorno à ancestralidade africana e valorização das tradições afro-amazônicas.. Em seus trabalhos é visível a intensão de dar visibilidade a arte afro-brasileira e desconstruir a idéia de uma arte branca e elitista, pois a arte afro existe, porém esta arte não está nos grandes circuitos de museus e galerias e com essa preocupação a jovem artista busca quebrar barreiras. 

Fonte de informação: Ana Valéria 21.09.2016 Amanda Brasil, Andreza Rodrigues, Elany de Fátima

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Programa Ngomba d'Aruanda de 27 de setembro.

Destaques 1. A celebração afro-brasileira à alegria da vida através dos Erês, Vunji e Ibeji. 2. Existe políticas públicas de igualdade racial no Estado do Pará? A quantas anda o Conselho Estadual e as políticas de promoção da igualdade racial? Quando teremos políticas públicas de proteção aos locais de culto e salvaguarda das tradições de matriz africana na Amazônia? 3. Pai Sérgio de Ogun faz o lançamneto do CD Aláfia (projeto Tambores de Fé) na Casa Branca, em Salvador; 4. Povo Tradicional de Matriz Africana reúne em videoconferencia nas sedes estaduais do IPHAN para articulação nacional para a defesa das nossas tradições.

sábado, 16 de setembro de 2017

Programa Ngomba d'Aruanda de 6 de setembro - mais entrevistas sobre o racismo no #ocupaMinC, direito ao alimento sagrado eo show Tambores de Fé.

Programa Ngomba d'Aruanda de 6 de setembro - destaques 1. Entrevistas sobre o racismo no MinC e a reação de artistas negros; 2. Mobilização nacional pelo direito ao alimento tradicional e contra o entendimento jurídico que fazemos "sacrifício animal religioso"  3. Tambores de fé, os 30 anos da Banda Afro Axé Dudu e 15 anos do Afoxé Ita Lemi Sinavuru.

Programa Ngomba d’Aruanda na Rádio Exu. Apresentação Tata Kinamboji a partir da Casa do Tempo.
para ouvir a radio Exu pelo facebook

Programa realizado com apoio e parceria de diversas organizações e projetos institucionais –

  1. REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana,
  2. CEN – Coletivo de Entidades Negras (Coordenação Pará), 
  3. FONSANPOTMA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, 
  4. Ile Axe Alagbede (Maranhão), 
  5. AFAIA Associação dos Filhos e Amigos do Ilé Asé Iyá Omi Ofá Karé, 
  6. Grupo de Estudos Afro‐Amazônico GEAM/ IFCH-UFPA, 
  7. GEP Roda de Axé/ CNPq, 
  8. Faculdade de Artes Visuais/ FAV – ICA - UFPA, através dos Projetos: a) Ngomba d’Aruanda; b) Eu vou navegar na casa da mãe das águas (Ile Axe Iyaba Omi) e c) Valorização do Patrimônio Artístico e Cultural Afro-Amazônico, projetos de extensão PIBEX, Eixo Transversal e Navega Saberes da PROEX/UFPA

Programa Ngomba d'Aruanda de 23 de agosto - territórios da arte exclui as artes negras.


Programa Ngomba d'Aruanda de 23 de agosto de 2017 -  destaques: 1. Entrevista com o deputado estadual Jaques Neves sobre a concepção da Frente Parlamentar de Liberdade Religiosa que foi criada na ALEPA. 2. Entrevista com a pesquisadora da UFF, Elis de Miranda, que foi a articuladora, em Belém, do mapeamento 'Territórios da arte" - construído para subsidiar políticas públicas para o fomento das artes e territórios de resistência, mas que excluiu artistas negros e a matriz africana de produção de cultura. 3. Entrevista com pesquisador do ICED/UFPA, Genylton Rocha, falando sobre os impactos da reforma do ensino médio sobre a educação pública.

Programa Ngomba d’Aruanda na Rádio Exu. Apresentação Tata Kinamboji a partir da Casa do Tempo.
para ouvir a radio Exu pelo facebook

Programa realizado com apoio e parceria de diversas organizações e projetos institucionais –

  1. REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana,
  2. CEN – Coletivo de Entidades Negras (Coordenação Pará), 
  3. FONSANPOTMA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, 
  4. Ile Axe Alagbede (Maranhão), 
  5. AFAIA Associação dos Filhos e Amigos do Ilé Asé Iyá Omi Ofá Karé, 
  6. Grupo de Estudos Afro‐Amazônico GEAM/ IFCH-UFPA, 
  7. GEP Roda de Axé/ CNPq, 
  8. Faculdade de Artes Visuais/ FAV – ICA - UFPA, através dos Projetos: a) Ngomba d’Aruanda; b) Eu vou navegar na casa da mãe das águas (Ile Axe Iyaba Omi) e c) Valorização do Patrimônio Artístico e Cultural Afro-Amazônico, projetos de extensão PIBEX, Eixo Transversal e Navega Saberes da PROEX/UFPA

Programa Ngomba d'Aruanda de 21 de junho - é para acender fogueiras, e fazer o banho de cheiro de São João.

 

Programa Ngomba d'Aruanda de 21 de junho - é para acender fogueiras, e fazer o banho de cheiro de São João.

Programa Ngomba d’Aruanda na Rádio Exu. Apresentação Tata Kinamboji a partir da Casa do Tempo.
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Programa realizado com apoio e parceria de diversas organizações e projetos institucionais –

  1. REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana,
  2. CEN – Coletivo de Entidades Negras (Coordenação Pará), 
  3. FONSANPOTMA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, 
  4. Ile Axe Alagbede (Maranhão), 
  5. AFAIA Associação dos Filhos e Amigos do Ilé Asé Iyá Omi Ofá Karé, 
  6. Grupo de Estudos Afro‐Amazônico GEAM/ IFCH-UFPA, 
  7. GEP Roda de Axé/ CNPq, 
  8. Faculdade de Artes Visuais/ FAV – ICA - UFPA, através dos Projetos: a) Ngomba d’Aruanda; b) Eu vou navegar na casa da mãe das águas (Ile Axe Iyaba Omi) e c) Valorização do Patrimônio Artístico e Cultural Afro-Amazônico, projetos de extensão PIBEX, Eixo Transversal e Navega Saberes da PROEX/UFPA

Programa Ngomba d'Aruanda de 14 de junho - o racismo nas artes e as poéticas de resistência negra.

Ngomba d'Aruanda de 14 de junho de 2017 - o racismo nas artes e as poéticas de resistência negra.

Programa Ngomba d’Aruanda na Rádio Exu. Apresentação Tata Kinamboji a partir da Casa do Tempo.
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Programa realizado com apoio e parceria de diversas organizações e projetos institucionais –

  1. REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana,
  2. CEN – Coletivo de Entidades Negras (Coordenação Pará), 
  3. FONSANPOTMA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, 
  4. Ile Axe Alagbede (Maranhão), 
  5. AFAIA Associação dos Filhos e Amigos do Ilé Asé Iyá Omi Ofá Karé, 
  6. Grupo de Estudos Afro‐Amazônico GEAM/ IFCH-UFPA, 
  7. GEP Roda de Axé/ CNPq, 
  8. Faculdade de Artes Visuais/ FAV – ICA - UFPA, através dos Projetos: a) Ngomba d’Aruanda; b) Eu vou navegar na casa da mãe das águas (Ile Axe Iyaba Omi) e c) Valorização do Patrimônio Artístico e Cultural Afro-Amazônico, projetos de extensão PIBEX, Eixo Transversal e Navega Saberes da PROEX/UFPA

Ngomba d’Aruanda de 10 de maio pergunta: será mesmo que a Lei Áurea garantiu a liberdade para os negros brasileiros? Você sabe o que é racismo? Você sabe como combater e eliminar o racismo?

Ngomba d’Aruanda de 10 de maio - Ano que vem fará 130 anos da abolição da escravatura no Brasil, mas será mesmo que a Lei Áurea garantiu a liberdade para os negros brasileiros? Você sabe o que é racismo? Você sabe como combater e eliminar o racismo?

Programa Ngomba d’Aruanda na Rádio Exu. Apresentação Tata Kinamboji a partir da Casa do Tempo.
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  1. REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana,
  2. CEN – Coletivo de Entidades Negras (Coordenação Pará), 
  3. FONSANPOTMA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, 
  4. Ile Axe Alagbede (Maranhão), 
  5. AFAIA Associação dos Filhos e Amigos do Ilé Asé Iyá Omi Ofá Karé, 
  6. Grupo de Estudos Afro‐Amazônico GEAM/ IFCH-UFPA, 
  7. GEP Roda de Axé/ CNPq, 
  8. Faculdade de Artes Visuais/ FAV – ICA - UFPA, através dos Projetos: a) Ngomba d’Aruanda; b) Eu vou navegar na casa da mãe das águas (Ile Axe Iyaba Omi) e c) Valorização do Patrimônio Artístico e Cultural Afro-Amazônico, projetos de extensão PIBEX, Eixo Transversal e Navega Saberes da PROEX/UFPA

Programa Ngomba d'Aruanda de 3 de maio - Greve geral.

Ngomba d’Aruanda - quarta-feira, 3 de maio de 2017. Destaques:  Greve Geral que parou o Brasil e manifestações do primeiro de maio.Construção de politicas públicas e criação de CNPJ de templos religiosos. Mais manifestações, ainda, sobre o sincretismo religioso. Entrevistas de Mametu Nangtetu com Mãe Vera Barone e Mãe Vanda Machado. Informações sobre a comenda Mãe Doca na Assembléia Legislativa do Estado do Pará. Massacre indigena no Mato Grosso e no Maranhão. Movimento negro faz manifestação contra decisão judicial de suspensão de cotas no processo seletivo da UNIFAP - Amapá Pros nossos amores, dedicamos Miria Makeba neste programa...

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  1. REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana,
  2. CEN – Coletivo de Entidades Negras (Coordenação Pará), 
  3. FONSANPOTMA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, 
  4. Ile Axe Alagbede (Maranhão), 
  5. AFAIA Associação dos Filhos e Amigos do Ilé Asé Iyá Omi Ofá Karé, 
  6. Grupo de Estudos Afro‐Amazônico GEAM/ IFCH-UFPA, 
  7. GEP Roda de Axé/ CNPq, 
  8. Faculdade de Artes Visuais/ FAV – ICA - UFPA, através dos Projetos: a) Ngomba d’Aruanda; b) Eu vou navegar na casa da mãe das águas (Ile Axe Iyaba Omi) e c) Valorização do Patrimônio Artístico e Cultural Afro-Amazônico, projetos de extensão PIBEX, Eixo Transversal e Navega Saberes da PROEX/UFPA

26 de abril Programa Ngomba d'Aruanda pergunta: Ogun é Jorge? Jorge é Ogun? O programa Ngomba d'Aruanda promove o debate sobre o sincretismo na Rádio EXU.


26 de abril Programa Ngomba d'Aruanda pergunta: Ogun é Jorge? Jorge é Ogun? O programa Ngomba d'Aruanda promove o debate sobre o sincretismo na Rádio EXU.

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  3. FONSANPOTMA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, 
  4. Ile Axe Alagbede (Maranhão), 
  5. AFAIA Associação dos Filhos e Amigos do Ilé Asé Iyá Omi Ofá Karé, 
  6. Grupo de Estudos Afro‐Amazônico GEAM/ IFCH-UFPA, 
  7. GEP Roda de Axé/ CNPq, 
  8. Faculdade de Artes Visuais/ FAV – ICA - UFPA, através dos Projetos: a) Ngomba d’Aruanda; b) Eu vou navegar na casa da mãe das águas (Ile Axe Iyaba Omi) e c) Valorização do Patrimônio Artístico e Cultural Afro-Amazônico, projetos de extensão PIBEX, Eixo Transversal e Navega Saberes da PROEX/UFPA

Ngomba d'Aruanda de 29 de março de 2017 - Sobre Pontos de Cultura de Matriz Africana.

Na quarta-feira, 29 de março, à partir das 22h - Programa Ngomba d'Aruanda, com Tata Kinamboji e Weverton Ruan (Obama) conversando com Alexandre Santini – membro do Conselho Latinoamericano de Cultura Viva Comunitária, que esteve na gestão da SCDC/MinC, mestre em Cultura e Territorialidades – UFF, e atualmente é diretor do Teatro Popular Oscar Niemeyer, em Niterói – RJ; Aderbal Ashogun – Mestre de Cultura, liderança nacional e internacional das comunidades de povos tradicionais de matriz africana, artista multimídia, coordenador do Pontão de Cultura Articula Matriz Africana. Membro da CNPdC; José Maria Reis – membro do colegiado representante do Pará na CNPdC. Animador da REDE AJURICABA. Doutorando em Desenvolvimento Socioambiental (PPGDSTU/NAEA/UFPA). Professor e pesquisador de Cultura e Políticas Culturais.

Programa Ngomba d’Aruanda na Rádio Exu. Apresentação Tata Kinamboji a partir da Casa do Tempo.
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  1. REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana,
  2. CEN – Coletivo de Entidades Negras (Coordenação Pará), 
  3. FONSANPOTMA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, 
  4. Ile Axe Alagbede (Maranhão), 
  5. AFAIA Associação dos Filhos e Amigos do Ilé Asé Iyá Omi Ofá Karé, 
  6. Grupo de Estudos Afro‐Amazônico GEAM/ IFCH-UFPA, 
  7. GEP Roda de Axé/ CNPq, 
  8. Faculdade de Artes Visuais/ FAV – ICA - UFPA, através dos Projetos: a) Ngomba d’Aruanda; b) Eu vou navegar na casa da mãe das águas (Ile Axe Iyaba Omi) e c) Valorização do Patrimônio Artístico e Cultural Afro-Amazônico, projetos de extensão PIBEX, Eixo Transversal e Navega Saberes da PROEX/UFPA

Entrevista com Aderbal Ashogun Moreira no Programa Ngomba d'Aruanda de 22 de março de 2017 na Rádio Exu.


Conversa de Tata Kinamboji e Aderbal Ashogun Moreira sobre política pública para as culturas de matriz africana no Brasil.

Programa Ngomba d’Aruanda na Rádio Exu. Apresentação Tata Kinamboji a partir da Casa do Tempo.
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Programa realizado com apoio e parceria de diversas organizações e projetos institucionais –

  1. REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana,
  2. CEN – Coletivo de Entidades Negras (Coordenação Pará), 
  3. FONSANPOTMA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, 
  4. Ile Axe Alagbede (Maranhão), 
  5. AFAIA Associação dos Filhos e Amigos do Ilé Asé Iyá Omi Ofá Karé, 
  6. Grupo de Estudos Afro‐Amazônico GEAM/ IFCH-UFPA, 
  7. GEP Roda de Axé/ CNPq, 
  8. Faculdade de Artes Visuais/ FAV – ICA - UFPA, através dos Projetos: a) Ngomba d’Aruanda; b) Eu vou navegar na casa da mãe das águas (Ile Axe Iyaba Omi) e c) Valorização do Patrimônio Artístico e Cultural Afro-Amazônico, projetos de extensão PIBEX, Eixo Transversal e Navega Saberes da PROEX/UFPA

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Bambarê - Face Negra Face.

postado em 13 de novembro de 2016 no Facebbok de Socorro Patello.




Hoje Arthur Leandro levou-me ao Teatro da Fibra, na Gentil Bittencourt. A temática do magnífico espetáculo - imperdível - foi sobre a resistência, a resiliência e as lutas do povo negro que foi escravizado e trazido para o Brasil. A apresentação do Grupo Banbarê foi impecável e vibrante: um show onde o figurino, as falas, as músicas, a história, os questionamentos, fazem de "Face Negra Face - a história que não foi contada", a trágica busca, de ontem e hoje pela justiça, equidade e solidariedade, clamada pelo povo negro e suas culturas que, de fato, construiu a imagem do Brasil com sua arte, desde a culinária, passando pela dança, a linguagem negra que mudou o português de Portugal, passando a ser o português do Brasil, criando uma língua própria que nem é entendida no continente europeu, com palavras banto (por ex.: moleque, marimbondo, cafuné, despacho, camundongo, quiabo, caçamba, quitanda, corcunda, babaca), os batuques, o carnaval, o samba, as tradições orais, passadas de geração a geração e infelizmente, a opressão, a hipocrisia racista, o preconceito que continuam aguilhoando a liberdade do povo que povoou o gigante país chamado Brasil . Como seria bom que fosse apresentado em todas as escolas e as crianças pudessem aprender através da arte, as sensíveis lições que assisti esta noite.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Cinema e cultura para Cosme e Damião.

Uma programação diferente para celebrar uma tradição milenar. Dia 27 de setembro no CEDENPA - Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará, a partir das 10h, tem Cosme e Damião -  uma recriação da celebração para as divindades africanas Ibeji, nas tradições iorubá e jeje, e Nvunji, nas tradições bantu. 

A celebração é para a divindade da brincadeira, da alegria cuja regência está ligada à infância, e que está presente em todos os rituais de tradições africanas reconstruídas na diáspora brasileira. A divindade que rege a alegria, a inocência, a ingenuidade da criança, a divindade que cuida de cada ser humano desde bebê até a adolescência, independente do orixá que cada um carrega, divindade que representa tudo de bom, belo e puro que existe; uma criança pode nos mostrar seu sorriso, sua alegria, sua felicidade, seu engatinhar, falar, seus olhos brilhantes.
Para promover a celebração da felicidade e demarcar a tradição africana do culto divino para a felicidade infantil, é que várias organizações do movimento social negro se juntaram para realizar um evento cultural com cineclube em duas sessões de filmes de curtas metragens infanto-juvenis, informações e músicas afro-brasileiras em programa de rádio e contação de histórias e animação da garotada.

Programação:
Cineclube com filmes infantis, início as 10h (manhã) e as 15:30 (tarde)
Programa Ngomba d'Aruanda na Rádio Beco da Cota - das 12 as 15h (https://ewe.branchable.com/)
a partir das 17h contação de história, animação da garotada

CEDENPA - endereço: Rua dos Timbira, Passagem Paulo VI, 244 - Cremação, Cep 66.045-040 Belém-PA-Amazônia-Brasil, Fone-(091) 3223 1728.

O evento é uma articulação de diversas organizações negras:
Casa de Tempo
Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará - CEDENPA
rede [aparelho]-:
Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana - REATA
Fórum Permanente Afro-religioso - Pará/ FOPAFRO
Fórum da Juventude Afro-Amazônica
Kizomba Nacional - Articulação pela vida das juventudes dos povos tradicionais de matriz africana e terreiro
Projeto Ngomba d'Aruanda - Comunicação social comunitária de povos tradicionais de matriz africana
Centro de Referência Pan-africanista Beco da Cota Cultural
Rádio Beco da Cota - https://ewe.branchable.com/



quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Receita de farofa ou Para que serve papai?, de Pedro Neto.

Dedico esta receita especialmente para Iyagbase Olasedele, Eloi Goes, Iya Ilayeomin Pati Neves, Asoju Oba Alaketu Aulo Barretti Filho, Iya Sessu, Baba Paulo Ifatide Ifamoroti, Koota Regina NogueiraSilvany Euclênio,Vilma Piedade, Taata Arthur Leandro, Mãe Beth de Oxum e Sandra Camposs
Receita de farofa ou Para que serve papai?
Pedro Neto
Um dia, chamei Bilajaiye e seus irmãos Kobiola, Omolade e Abayomi, para todos juntos prepararmos uma farofa para Èsù. Todos aceitaram o meu convite com alegria e entusiasmo. Fomos então, pegar os apetrechos para ritualizar nossa origem de matriz africana yorùbá.
Ingredientes necessários ou princípios civilizatórios:
Circularidade
Ancestralidade
Continuidade
Èsù
Movimento
Força
Em alguns casos: Paciência
Na cozinha de nossa comunidade tradicional, reunimos todos os ingredientes. O fogão a lenha estava a toda quentura. Bilajaiye logo pergunta a que horas colocaríamos a farofa sobre as chamas do fogão. Explicamos que aquela farofa não ia ao fogo, pois ela era o próprio fogo, e neste caso, fogo cru e não cozido.
Modo de preparo ou como ritualizar nossa origem:
Pegamos a Circularidade [alguidar], princípio e relação de poder tradicional de matriz africana horizontal, onde todos podem ver, falar, fazer e pensar em círculo, e despejamos nossa Ancestralidade [farinha de mandioca], grãos díspares e dispersos, multidão de pontos que compõem nosso corpo e nossa noção de ser. Feito isso, colocamos na Circularidade um pouco de Continuidade [sal], elemento que preserva por meio de tempos imemoriáveis nossa imortalidade. Jogamos então Èsù [azeite de dendê], nosso indivisível líquido masculino e feminino, o elemento que transforma as partes no todo. Colocamos em seguida um pouco de Movimento [aguardente ou gin], ninguém fica triste ou parado quando quer conquistar um objetivo. Em alguns casos, podemos colocar Paciência [água], ingrediente que acalma e da vida, mas em excesso, morre afogado, por isso, caso queiram colocar Paciência, façam com parcimônia.
Em seguida, todos nós colocamos as mãos e fizemos destes ingredientes uma massa, um ser, um pedido e agradecimento comunitário.
Mascamos um pouco de Força [pimenta da costa], o que fortalece a palavra e faz acontecer, e despejamos na cheirosa e úmida farofa.
Colocamos a farofa novamente na Circularidade [alguidar], que vai dar a forma final deste predicado, atenção, sem apertar a massa. Logo depois, com o dedo maior fazemos a marca do espiral endógeno òkotó, o principal símbolo de crescimento continuo do povo yorùbá.
Terminamos, a dinâmica estava pronta! Bilajaiye pergunta: Para que serve Papai?
Filho! Serve para ritualizar nossa origem. Donde viemos e para onde queremos ir. Serve para lembrar aos iniciados na tradição yorùbá, que tudo tem sentido e motivo. Vale muito mais saber o que e porque se faz, do que fazer por fazer.
Sabem de uma coisa, ainda tem muita gente que acha a receita simples demais.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

O que são poéticas de matriz africana, como pensam e agem os artistas de terreiro?

O que são poéticas de matriz africana, como pensam e agem os artistas de terreiro?

“Para nós, arte é campo de batalha na guerra simbólica”, Táta Kafungeji (Rodrigo Ethnos) –Rundembo Ngunzo ti Bamburucema.

Quem quer saber um pouco mais sobre a produção poética de resistência negra dos terreiros da zona metropolitana de Belém,  deve aproveitar a oportunidade que o projeto “Nós de Aruanda, artistas de terreiros”, oferece, e participar da Roda de conversa com os artistas nesta sexta-feira, dia 29 de abril, a partir das 17h na Galeria Theodoro Braga, no CENTUR.
“Nós de Aruanda – artistas de terreiro” dá título para um projeto e uma exposição que brinca com os sentidos que essa expressão pode ter: de quem, ou de quais de nós, nós estamos falando, quem somos nós? Talvez o desejo seja mesmo o de nos debruçar sobre esses enlaces emaranhados desses nós que, ao fim, é um desejo que se traduz na busca por conhecer esse rico universo numa perspectiva diferenciada: a produção poética e os estudos universitários como ferramentas para conhecer, descobrir, divulgar e defender a riqueza das culturas tradicionais de matrizes africana e suas correlações com as muitas Áfricas que (re)inventamos no Brasil.
A conversa circula em vários focos de percepção e interesse artístico, desde o contexto, e a  consequência, do racismo que resulta em violência cotidiana contra povos tradicionais de matriz africana, até as práticas poéticas que mantém viva na Amazônia, a cosmologia e os valores civilizatórios que vieram da África negra.



Roda de conversa com os artistas participantes
IV Exposição Nós de Aruanda - Artistas de Terreiro
Sexta-feira, 29/4, a partir das 17h

Galeria Theodoro Braga – subsolo do Centur,  av, Gentil Bittencourt, 650 - Belém.

Realização:
GEAM - Grupo de Estudos Afro-Amazônico (NEAB) UFPA
Grupo de Estudo e Pesquisa Roda de Axé CNPq.

FOTOS: ©Lucivaldo Sena / Projeto Griot Amazônida