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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Consciência Negra é celebrada na Praça da República.

A concentração foi domingo, dia 19 de novembro, no Quilombo da República -  a barraca do CEDENPA, Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará - na praça da República.
Mulheres Negras da Amazônia: Pará, Amapá, Maranhão e Tocantins, comandaram a celebração com apoio do Bento Maravilha, do Ben Som.
A celebração foi conduzida pela Rede Fulanas, que é composta por mulheres autodeclaradas negras que manifestam sentimento de pertencimento e semelhança ao biótipo das negras africanas que foram escravizadas nas Américas. As Fulanas, nome aqui vinculado à etnia africana Fula, de significativa representatividade na Amazônia, nasce por constatar que o racismo, preconceito e discriminação racial continua atingindo, com mais força, as mulheres negras e que diante disso, tornam-se necessárias ações mais articuladas, visando contribuir na superação das desigualdades raciais e de gênero na Amazônia e no Brasil como um todo. Com o apoio do Ben Som, do Bento Maravilha, fizeram leitura comentada de manifestos de consciência negra.





Povo Tradicional de Matriz Africana pede paz!


“Essa é uma ação religiosa, mas, também, uma ação política. Todas as vezes que os povos de terreiros saem às ruas para professar a nossa fé, estamos fazendo a ação politica de existir em uma estrutura social que insiste em nos ser hostil. Ao ocuparmos simbolicamente, o espaço público, resistimos às invisibilidades e preterimentos que cotidianamente nos atingem”, afirma o ogã André Santos, membro da comissão dos Terreiros Tombados e professor-doutor da Ufba.


Para denunciar as violências e exigir respeito, que comunidades do Povo Tradicional de Matriz Africana, Afro-religiosos de Belém do Pará, enfeitaram as Mangueiras da Praça da República com Ojás brancos (ação nacional promovida pelo Coletivo de Entidades Negras - CEN) e plantaram árvores sagradas no Espaço de Resistência Quilombo da República. A ação religiosa, política e poética exige respeito, e faz parte da campanha “Não toquem em nossos terreiros”, em referência a alarmantes casos de racismo religioso, que resultaram até na destruição de templos. O cenário, preocupante, pode ser expresso em dados. Conforme levantamento do Ministério dos Direitos Humanos. Entre janeiro de 2015 e o primeiro semestre deste ano, o Brasil registrou uma denúncia de ataque a terreiros a cada 15 horas. No período, ainda segundo o órgão, o Disque 100, canal que reúne denúncias, recebeu 1.486 relatos de discriminação religiosa, sendo que, a maioria das violências, atingem as tradições do sagrado de matrizes africanas.




E no mesmo ato demarcaram a presença negra na Amazônia com o plantio de árvores sagradas ao redor da barraca do CEDENPA, que se localiza na parte da praça que no passado foi usada como o cemitério dos homens pretos. O plantio das árvores também é uma celebração à ancestralidade africana na cidade de Belém.
Babá  Edson Catendê e Mãe Patrícia de Iemanjá conduziram o ritual poético-político-sagrado de plantio de árvores no Quilombo da República.

São folhas e ervas utilizadas pelas diversas tradições de origem na África Negra presentes na Amazônia, e o plantio em espaços públicos reforça o registro de 1.082 terreiros na zona metropolitana de Belém, pesquisa realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome -  MDS, em 2012.





Prefeitura tentou retirar o Tabuleiro de Acarajé da Jucilene de Oyá. 



E o racismo institucional se fez presente com a ação da 'Ordem Pública' tentando retirar o Tabuleiro de Acarajé e a Feira Preta - jovens empreendedores negros que se reunem ao redor do Quilombo da República - da festa na praça. Mas a mobilização de resistência garantiu a presença do nosso povo, em festa, comemorando  o Dia Nacional da Consciência Negra.

"Axe Zumbi Pará, Axé Dandara Pará - SÃO VIDAS NEGRAS QUE IMPORTAM"





quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Ancestre em Manifesto, de Tata Kinamboji e Michel Amorim.













"Ancestre em manifesto" é um manifesto político, artístico, estético... Corpo ancestral/ corpo social no cotidiano da cidade que nega a nossa existência. Ação poética de Táta Kinamboji e Michel Amorim com participação de Socorro Patello e Diogo Monteiro, como parte da exposição "Nós de Aruanda, artistas de terreiro 2017". Trajeto, da Praça da República até a GTB - Galeria Theodoro Braga - CENTUR, realizado em 22 de junho de 2017.

Programa Ngomba d'Aruanda de 4 de outubro de 2017.



04 de outubro de 2017, quarta-feira, 22h, Programa Ngomba d’Aruanda na Rádio Exu.
Apresentação Tata Kinamboji (Arthur Leandro) a partir da Casa do Tempo
http://radioexu.com/- , 
para ouvir a radio Exu pelo facebookhttps://www.facebook.com/radioEXU/app/1039043586147312/
Destaques 
1. o Pará tem políticas de igualdade racial? quem responde é a nova gestão de PIR para o estado;
2. Rádio Exu promove duas campanhas: "Cristãos que combatem o racismo religioso" e "Coloque a sua voz na defesa dos direitos humanos"
3. Entrevista com babá Edson Catendê sobre os 30 anos da Banda Afro Axé Dudu e dos 15 anos do Ita Lemi Sinavuru, por Bruno Pedroso, Fernanda Vera Cruz e Rodrigo Leão.


Apoio – REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana, CEN – Coletivo de Entidades Negras (Coordenação Pará), FONSANPOTMA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, Ile Axe Alagbede (Maranhão), AFAIA Associação dos Filhos e Amigos do Ilé Asé Iyá Omi Ofá Karé, Grupo de Estudos Afro‐Amazônico GEAM/ IFCH-UFPA, GEP Roda de Axé/ CNPq, Faculdade de Artes Visuais/ FAV – ICA - UFPA, Projetos Ngomba d’Aruanda e Eu vou navegar na casa da mãe das águas (Ile Axe Iyaba Omi) e Valorização do Patrimônio Artístico e Cultural Afro-Amazônico, projetos de extensão PIBEX, Eixo Transversal e Navega Saberes da PROEX/UFPA

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Tecnologia do tambor: resgatando e salvaguardando conhecimentos ancestrais e tecnológicos



Tambores como avançadas tecnologias de comunicação resgatando e salvaguardado conhecimentos ancestrais.

Podemos entender o “Tambor” como a primeira internet do mundo, quando os pretos africanos usavam seus instrumentos para se comunicarem entre si e entre vilarejos diferentes, o tambor realizava o papel de rede comunicacional, sendo comparado aos que temos hoje como (wan, lan e man) conhecidos tipos de comunicação das redes de computadores. Os toques podem ser entendidos com as mensagens mandadas de tambores para tambores, que por sua vez são criptografadas com a possibilidade de um "decodificador", neste caso um mestre ancião ou griot que traduz os códigos musicais em linguagens humanas.

As informações que ficavam ocultas na mensagem e o povo consegue entender depois de descriptografadas pelos mestres portadores desses conhecimentos, possuem uma usabilidade de todos os meios humanos que os tambores nos proporcionam. Dessa forma, encontramos uma rede de comunicação sem fio, com capacidade de conectar a comunidade, além de tocar a alma do povo que faz parte dessa rede, mesmo que só como receptor de todos os dados finais do processo de decodificação.

É importante entender esse processo de comunicação cultural como uma importante tecnologia social, justamente porque as suas expressões acontecem sem se desprender das riquezas ancestrais, além de atribuir valores reais, compreendendo que nossas práticas merecem ser entendidas como algo altamente tecnológico e parte importante de um território digital que precisa ser ocupado pelo povo preto, uma vez que nossas comunidades e nossos saberes estão sendo roubados, principalmente por conta do processo de embranquecimento cultural que pode ser observado nas vivências maranhenses, motivo de alerta para o nosso povo. O Maranhão carregara riquezas culturais marcadas pela ancestralidade, repleta de significados e variedades, mantidas através do repasse da tradição oral, esses bens ultrapassam o valor simbólico no nível do imaterial para os povos e seus meios sociais ditando suas formas de convivência e valor político.

Nesse sentido o nosso projeto pretende realizar o resgate de memórias tradicionais dos povos pretos através da instrumentalização e criação de acervos de audiovisual, buscando alcançar a otimização da memória ancestral ligada com a digital, de forma que se mantenha os valores tradicionais das comunidades sem deturpar as práticas sociais dos participantes. De acordo com estudos comunicacionais “ ter cultura é estar conectado ” os bens culturais de um povo são mantidos pelo modelo de repasse de informações e conhecimentos através da tradição oral, corre em linha tênue entre uma segurança quase que criptografada e ao mesmo tempo com chances de cair no esquecimento, como por exemplo: a morte de um guardião desses conhecimentos tradicionais e ancestrais. Quando as comunidades necessitam criar uma documentação de seus conhecimentos e informações internas sempre tem que contar com o bem externo, quase sempre antropólogos ou pesquisadores, que ao realizar uma captura de vídeos, o executa com “o olhar do outro” um “olhar cientifico”, dessa forma corremos o risco de ter nossas informações construídas e sistematizadas com modelos desiguais aos da comunidade. Agora imaginemos esses dados sendo capturados e guardados com o olhar comunitário de quem vive aquela realidade, partes de uma cultura que carrega significados e que estão se perdendo com o passar do tempo nos acervos internos pela falha na comunicação ? Em cada localidade será apresentado duas palestras, tendo como objetivo duas oficinas com temáticas envolvendo apropriação tecnológica e conhecimentos tradicionais, nas áreas de confecções de instrumentos próprios, pautados nos valores civilizatórios africanos reconhecendo os tambores como tecnologias sociais e meios de comunicação usados nas comunidades. Repassar as práticas de confecção de instrumentos comunicacionais focando o bem de nossas comunidades, valorizando e fortalecendo a ancestralidade dos povos e comunidades tradicionais e de matriz africana. Realizar o reavivamento cultural valorizando as relações sociais das comunidades pretas, acreditando nesses bens culturais como mecanismos de aperfeiçoamento da conexões digitais e ancestrais sociais das comunidades tradicionais. Esses materiais serão repassados, aprendidos e acumulados, juntamente com o discurso da ancestralidade e em conjunto com diálogos de apropriação tecnológica. Atividades como essas exercem um papel fundamental e de extrema importância para exercícios culturais de um povo, uma vez que suas organizações sociais e políticas estão diretamente ligadas a memória que é repassada de forma oral, em sua maioria de pais para filhos e/ou de anciões para comunidades, sendo um agregador de valores identitários sociais, pois o conjunto que os forma é o esperado mundo mais do nosso jeito!

Mil Oniletó 
São Luís – Maranhão
Telefone: 098 989065584/ 098 988567520 / E-mail: onileto@riseup.net; milson.santos42@gmail.com

Oficinas de construção de instrumentos:



Originalmente publicado na Rádio Beco da Cota.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Corpo memoria, Ana Valéria.





Corpo e Memória é uma série com sete performances fotográficas em espaços da natureza, teve como cenário o Quilombo do Curiaú, em Macapá. Para Ana Valéria o trabalho busca uma memória perdida, visível processo de retorno à ancestralidade africana e valorização das tradições afro-amazônicas.. Em seus trabalhos é visível a intensão de dar visibilidade a arte afro-brasileira e desconstruir a idéia de uma arte branca e elitista, pois a arte afro existe, porém esta arte não está nos grandes circuitos de museus e galerias e com essa preocupação a jovem artista busca quebrar barreiras. 

Fonte de informação: Ana Valéria 21.09.2016 Amanda Brasil, Andreza Rodrigues, Elany de Fátima

sábado, 16 de setembro de 2017

Programa Ngomba d'Aruanda de 6 de setembro - mais entrevistas sobre o racismo no #ocupaMinC, direito ao alimento sagrado eo show Tambores de Fé.

Programa Ngomba d'Aruanda de 6 de setembro - destaques 1. Entrevistas sobre o racismo no MinC e a reação de artistas negros; 2. Mobilização nacional pelo direito ao alimento tradicional e contra o entendimento jurídico que fazemos "sacrifício animal religioso"  3. Tambores de fé, os 30 anos da Banda Afro Axé Dudu e 15 anos do Afoxé Ita Lemi Sinavuru.

Programa Ngomba d’Aruanda na Rádio Exu. Apresentação Tata Kinamboji a partir da Casa do Tempo.
para ouvir a radio Exu pelo facebook

Programa realizado com apoio e parceria de diversas organizações e projetos institucionais –

  1. REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana,
  2. CEN – Coletivo de Entidades Negras (Coordenação Pará), 
  3. FONSANPOTMA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, 
  4. Ile Axe Alagbede (Maranhão), 
  5. AFAIA Associação dos Filhos e Amigos do Ilé Asé Iyá Omi Ofá Karé, 
  6. Grupo de Estudos Afro‐Amazônico GEAM/ IFCH-UFPA, 
  7. GEP Roda de Axé/ CNPq, 
  8. Faculdade de Artes Visuais/ FAV – ICA - UFPA, através dos Projetos: a) Ngomba d’Aruanda; b) Eu vou navegar na casa da mãe das águas (Ile Axe Iyaba Omi) e c) Valorização do Patrimônio Artístico e Cultural Afro-Amazônico, projetos de extensão PIBEX, Eixo Transversal e Navega Saberes da PROEX/UFPA

Programa Ngomba d'Aruanda de 23 de agosto - territórios da arte exclui as artes negras.


Programa Ngomba d'Aruanda de 23 de agosto de 2017 -  destaques: 1. Entrevista com o deputado estadual Jaques Neves sobre a concepção da Frente Parlamentar de Liberdade Religiosa que foi criada na ALEPA. 2. Entrevista com a pesquisadora da UFF, Elis de Miranda, que foi a articuladora, em Belém, do mapeamento 'Territórios da arte" - construído para subsidiar políticas públicas para o fomento das artes e territórios de resistência, mas que excluiu artistas negros e a matriz africana de produção de cultura. 3. Entrevista com pesquisador do ICED/UFPA, Genylton Rocha, falando sobre os impactos da reforma do ensino médio sobre a educação pública.

Programa Ngomba d’Aruanda na Rádio Exu. Apresentação Tata Kinamboji a partir da Casa do Tempo.
para ouvir a radio Exu pelo facebook

Programa realizado com apoio e parceria de diversas organizações e projetos institucionais –

  1. REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana,
  2. CEN – Coletivo de Entidades Negras (Coordenação Pará), 
  3. FONSANPOTMA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, 
  4. Ile Axe Alagbede (Maranhão), 
  5. AFAIA Associação dos Filhos e Amigos do Ilé Asé Iyá Omi Ofá Karé, 
  6. Grupo de Estudos Afro‐Amazônico GEAM/ IFCH-UFPA, 
  7. GEP Roda de Axé/ CNPq, 
  8. Faculdade de Artes Visuais/ FAV – ICA - UFPA, através dos Projetos: a) Ngomba d’Aruanda; b) Eu vou navegar na casa da mãe das águas (Ile Axe Iyaba Omi) e c) Valorização do Patrimônio Artístico e Cultural Afro-Amazônico, projetos de extensão PIBEX, Eixo Transversal e Navega Saberes da PROEX/UFPA

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Bambarê - Face Negra Face.

postado em 13 de novembro de 2016 no Facebbok de Socorro Patello.




Hoje Arthur Leandro levou-me ao Teatro da Fibra, na Gentil Bittencourt. A temática do magnífico espetáculo - imperdível - foi sobre a resistência, a resiliência e as lutas do povo negro que foi escravizado e trazido para o Brasil. A apresentação do Grupo Banbarê foi impecável e vibrante: um show onde o figurino, as falas, as músicas, a história, os questionamentos, fazem de "Face Negra Face - a história que não foi contada", a trágica busca, de ontem e hoje pela justiça, equidade e solidariedade, clamada pelo povo negro e suas culturas que, de fato, construiu a imagem do Brasil com sua arte, desde a culinária, passando pela dança, a linguagem negra que mudou o português de Portugal, passando a ser o português do Brasil, criando uma língua própria que nem é entendida no continente europeu, com palavras banto (por ex.: moleque, marimbondo, cafuné, despacho, camundongo, quiabo, caçamba, quitanda, corcunda, babaca), os batuques, o carnaval, o samba, as tradições orais, passadas de geração a geração e infelizmente, a opressão, a hipocrisia racista, o preconceito que continuam aguilhoando a liberdade do povo que povoou o gigante país chamado Brasil . Como seria bom que fosse apresentado em todas as escolas e as crianças pudessem aprender através da arte, as sensíveis lições que assisti esta noite.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Crônica da morte anunciada.



#CronicaDaMorteAnunciada
#RacismoReligioso
#genocidionegro
#ecossistematropical
#LutarÉUmDireito

Crônica da morte anunciada, ação Ecossistema Tropical 2.0



Projeto Ecossistema Tropical 2.0, edição Belém PA.
A ação ressalta a violência letal contra autoridades tradicionais de matriz africana, que tem acontecido desde final de 2015 - período em que temos observado uma franca e extrema violência contra autoridades tradicionais de matriz africana. Conforme notícias originadas da imprensa paraense. Consideramos muito grave a violência que se acentua por ódio religioso contra as tradições de matriz africana no Brasil, seus lugares de culto, seus símbolos e suas autoridades.
A conclusão óbvia é que o alvo dos assassinos dos pais de santo são as práticas tradicionais de matriz (origem) africana, e que é o racismo que move a violência contra os terreiros

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O ECOSSISTEMA TROPICAL 2.0 é uma cartografia coletiva, que será desenvolvida ao longo de 4 encontros promovendo através de laboratórios públicos um circuito em mixagem com seminários descentralizados, apresentações orais, transmissões ao vivo e ações urbanas. Seu resultado final sera a elaboração de uma cartografia sobre uma nova abordagem da apropriação e ocupação do espaço público desenvolvida por grupos que trabalham em formato coletivo e em rede em diferentes capitais do país. Essa nova abordagem está relacionada à lógica de trabalho e organização de artistas que trabalham com a apropriação do espaço público na transição para a última década, passam de sistema “fechado” de coletivo para uma atuação amplificada em rede. Os encontros, que serão realizados nas cidades de Belém - PA, Salvador - BA, Rio de Janeiro - RJ e São Paulo - SP; contarão com a presença de 9 coletivos que trabalham com intervenções urbanas advindos de 4 regiões brasileiras distintas.
Será publicada uma cartografia impressa do conteúdo gerado nestes encontros.

Este projeto foi contemplado pelo "Programa Funarte Rede Nacional de Artes Visuais 12ª edição".


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Moju/PA - Faleceu Mestre Jorge do Banjo de Ouro.

mestre jorge

Na manhã desta segunda-feira, 21 de abril de 2014, Mestre Jorge faleceu no quilombo de África e Laranjituba, município de Moju/PA.
Mestre Jorge e o Banjo de Ouro
Lavrador, seringueiro e músico, desde jovem atua na luta contra a discriminação racial e pela valorização da cultura negra na região de Acará e Moju. É um dos responsáveis pela criação do grupo Experimental de manifestações culturais quilombola do baixo Caeté-Africa e Laranjituba. Este é Jorge Trindade, mais conhecido como Mestre Jorge, que se apresenta no próximo dia 04 de fevereiro, no Teatro do Centur, a partir das 20h, com o show “Banjo de Ouro”. O evento tem como objetivo o fortalecimento da cultura afro-quilombola. Na ocasião vários grupos afro-descendentes participarão do evento, entre eles o Grupo Tradicional Quilombola Kizomba (Mojú), Grupo de Capoeira de África e Laranjituba (Moju), Grupo Mixilhão do Icatú (Moju), Grupo Sancari e o Grupo Sentapeia. Outros músicos da região também estarão no palco junto ao Mestre Jorge. mestre jorge 3 Mestre Jorge - Sua militância em defesa do povo afro-quilombola se inicia na década de 1940, quando integra a Frente do grupo música de raiz que criara com seus irmãos, em Acará sua terra natal. Com o grupo participa de eventos de música de raiz, toadas de boi, valsa, bolero, dentre outros. Em 1950, na região ribeirinha do Rio Moju, onde fixou residência, com o apoio de uma série de amigos, inaugura o grupo de expressão cultural de música de raiz, com a proposta de trabalhar pela valorização social do negro através da cultura e da arte, principalmente no que se refere à música sua principal paixão. No primeiro ano de funcionamento, o grupo promoveu eventos onde carimbó, xóte, samba-de-cacete de autoria própria, eram apresentados e faziam a diversão de centenas de pessoas. Jorge, além de cantar sempre procurou meios de promover a iniciação de jovens à cultura popular em geral, objetivando a formação de artistas populares e colaboradores. Em 1952, inicia as rodadas de mestres oralidade, onde foi o principal contador de estórias. Em 1957, participa de grupo musical formado no intuito de realizar a diversão das famílias da região em morara em Moju. mestre jorge 2"O Som de um Mestre" A Vida e Obra de Mestre Jorge" Texto original no Portal da Cultura em 04/02/2010

domingo, 30 de março de 2014

Vereadora Sandra Batista solicitou à Câmara de Belém uma manifestação de solidariedade ao povo de terreiro.

Damos através deste ciência do Requerimento de autoria da VEREADORA SANDRA BATISTA, solicitando que a Câmara Municipal envie VOTOS DE SOLIDARIEDADE AO POVO DE TERREIRO PELA DESTRUIÇÃO DO MONUMENTO EM HOMENAGEM A MÃE DOCA ERGUIDO NO DIA 06 DE MARÇO DO CORRENTE, NA ESQUINA DA HUMAITA COM A DUQUE DE CAXIAS, NO BAIRRO DO MARCO.

A destruição do monumento erguido em homenagem a Mãe Doca significa um atentado contra a democracia e a liberdade religiosa e que traz no seu bojo uma clara manifestação do racismo mais despudorado, revelando um contexto ainda marcado pelas chagas do preconceito e da intolerância cega que impede parcela considerável da sociedade de conviver com as diferenças e reconhecer o outro como um ser humano portador de direitos. Mandela nos lembrava de que “o preconceito constitui uma das faces mais cruéis da violência”, pois significa uma desconstrução do outro como humano e uma subtração da espécie mais importante de liberdade – aquela que nos assegura o direito de ser o que realmente somos. O monumento destruído em menos de 24 horas após sua inauguração se configura como uma verdadeira violência contra o Povo de Terreiro e as religiões de matrizes africanas e motivo de grande indignação aos que lutam em defesa dos direitos humanos. A trajetória de resistência de Mãe Doca a transformou num símbolo de luta pela liberdade religiosa da população negra. Mãe Doca foi presa várias vezes por cultuar as divindades e preservar a religiosidade afro-amazônica, porém não desistiu de manter seu templo afro-religioso aberto. Seu terreiro se manteve aberto de 1891 até meados da década de 1960, mesmo após várias tentativas da polícia de tentar neutraliza-la. Enfrentando toda sorte de perseguições, sua perseverança altaneira, abnegação e luta explica a reverência do movimento afro-religioso à Mãe Doca, assim como a tristeza misturada à profunda indignação frente à destruição do monumento. Neste sentido, nos solidarizamos com todos os movimentos afro-religiosos. Temos a firme convicção da urgência no que se refere à políticas públicas que garantam a liberdade religiosa, reprima o preconceito e o racismo, além da implementação de políticas na área da educação em direitos humanos, que enraíze valores e princípios imprescindíveis ás relações humanas. Nesta conjuntura, o Estado não pode ser omisso. O amadurecimento de nossa ainda muito jovem democracia perpassa inexoravelmente pela priorização das políticas educacionais, não apenas do ponto de vista da preparação para o mercado de trabalho, mas também na formação da cidadania, na formação para a vida em sociedade. É importante ressaltar quanta falta nos faz em Belém uma Secretaria Municipal de Direitos Humanos, que articule políticas direcionadas aos seguimentos cujos direitos são sistematicamente violados. À cultura da violência, o poder público precisa responder com políticas que fomentem o espírito de comunhão, fraternidade, colaboração, respeito mútuo e tolerância. Mahatma Gandhi ressaltava que “a lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos” e completava lembrando: “Não existe um caminho para a PAZ. A paz é o caminho!”.
VEREADORA SANDRA BATISTA

quarta-feira, 26 de março de 2014

Exposição Nós de Aruanda - artistas de terreiro foi prorrogada até 11 de abril

Devido ao grande sucesso da exposição "Nós de Aruanda - artistas de terreiro", a Galeria Theodoro Braga da FCPTN e os organizadores da exposição resolveram prorrogar o prazo da mostra que agora ficará em cartaz até dia 11 de abril.


ATENÇÃO PROFESSORES, ESCOLAS DA REDE PÚBLICA E PARTICULAR, A EXPOSIÇÃO "NÓS DE ARUANDA" GANHOU MAIS DUAS SEMANAS (até 11 de Abril), E ESTAMOS COM A PROPOSTA PARA AS ESCOLAS DE VISITAÇÃO NA EXPOSIÇÃO. com base na Lei 10.639 que torna obrigatória a inserção da História e cultura dos Africanos e Afro-Brasileiros nos conteúdos dos currículos escolares. Galeria Theodoro Braga Horário de 9 às 19 HS. De Seg à Sex. Agendamento: Auri Ferreira 82601610 ou na Galeria: (91) 3202-4313

Duas ou três palavrinhas sobre a memória deste projeto pensado na universidade e compartilhado nas comunidades de terreiro:


Em uma sociedade fortemente marcada pela hierarquia de raça e de gênero, nem sempre se valoriza a luta das mulheres, sobretudo em se tratando da  mulher negra e afroreligiosa, sabemos o quanto ainda é preciso lutar para libertar essa história do silêncio.
Não podemos negar que muitos dos nossos direitos já conquistados (e ainda hoje amplamente reprimidos) tem a mancha do sangue e do suor de mulheres de muita garra e fé que dedicaram e dedicam até hoje, sua vida em nome da defesa  da liberdade de expressar sua religiosidade, por este motivo, este é um  projeto em homenagem à Mãe Doca, essa personagem cuja historiografia é importantíssima para a luta do povo afro-amazônida que pouquíssimas pessoas reconhecem .
Mãe Doca é Nochê Navakoly essa maranhense de Codó, chama-se Rosa Viveiros, iniciada nas tradições afro-brasileiras pelo africano Manoel-Teu-Santo. Seu Vodun era Nanã e Toi Jotin. Sabe-se que a partir do dia 18 de março de 1891, apenas três anos após a abolição da escravatura, Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuava as divindades africanas e preservava as tradições de matriz afro-amazônica, e apesar de toda violência sofrida, ela jamais desistiu de manter aberto o terreiro que dava lugar para a manutenção das tradições de suas origens negra africana em seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense.
A necessidade de inserção dos artistas de terreiros no circuito de artes visuais surgiu no final de 2011 como um 'insigth' durante as aulas da disciplina "Poéticas Afro-amazônicas" para o curso de especialização em 'Saberes africanos a afro-brasileiros na Amazônia”, ofertado pelo Grupo de Estudos Afro- Amazônicos — GEAM/ UFPA. Foi nessas aulas, em que tínhamos o objetivo de subsidiar o ensino de arte e cultura afro-brasileiras e contribuir com a implantação da Lei 10.639/03, que percebemos que a maioria das obras que a história da arte registra como "arte afro-brasileira" são de artistas euro-descendentes que não fazem parte de comunidades de territórios tradicionais negros, e, ao fim, o que percebemos é a presença maciça de um olhar preconceituoso sobre as práticas tradicionais afro-brasileiras em obras produzida por artistas que apenas se valem da temática étnico-racial para usa-las sem nenhum envolvimento ou aprofundamento sobre as questões importantes para as africanidades na diáspora brasileira.
O problema talvez seja que as artes visuais parece ser de uso exclusivo das camadas mais abastadas da sociedade – um mundo restrito às elites (diferente do teatro, da dança e da música), e se configura como a mais restrita da ditas ‘linguagens artísticas’. Essa percepção estimulou o GEP Roda de Axé a iniciar o mapeamento da produção artística nas comunidades de terreiros, e nessa pesquisa encontramos vários artistas que estão em processo de inserção e legitimação no circuito das artes visuais.
A proposta é reunir todos eles/nós em um esforço coletivo de realização de uma exposição anual em homenagem à Mãe Doca para celebrar a resistência pelo direito à consciência do sagrado de Povos Tradicionais de Terreiros de Matriz Africana no Pará - em uma exposição que possamos apresentar a diversidade dessa produção "periférica" como um discurso afirmativo do protagonismo afro-amazônico na produção de poéticas visuais.
Neste esforço coletivo, em 2013 o Grupo de Estudos e Pesquisa Roda de Axé fez uma chamada pública para a seleção de artistas, seleção que primou pelo pertencimento a comunidades de terreiros e interesse em participação na ação artística coletiva.
A primeira versão da exposição inaugurou em 8 de março de 2013 na Galeria Theodoro Braga da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, e dela partticipram: Alan Patrick Fonseca/ Pejigan Oba Gankona; Alex Leovan/ Táta Dianvula; Arthur Leandro/ Táta Kinamboji (e rede [aparelho]-:); Coletivo Abebê (Samantha Silva e Tatyane Silva); Dellean Cardoso/ Táta Kitauanje; Deyze Mello; Duda Souza; Edson Catendê e Grupo Bambarê; Élida Neves; Firmo Leite/ Táta Mukundemim; Jurema de Manezinho; Mametu Kátia Hadad; Mametu Nangetu; Maurício Franco; Rodrigo Ethnos/ Táta Kafungeji; Ya Rita Gedeunsu e Lucas Tungenan; Walcir Farias Torres (Juca de Ode); Ysa Motta; Alef Monteiro; Amadeu de Deus; Isabela do Lago; Jocimara Alves; Lorena Alves; Marilu Campelo; Raimundo Jorge de Jesus; Renata Silva da Costa; Shirley Muryel; Simone Araujo e Zélia Amador. Pesquisadores da UFPA e artistas pertencentes a comunidades de povos tradicionais de terreiros de Belém, Ananindeua, Marituba e Castanhal no Estado do Pará.

Grupo de Estudos e Pesquisa Roda de Axé/ CNPq-UFPA.





Nós de Aruanda – artistas de terreiro: Nossa segunda Edição:
  
Quando foi mesmo que ela chegou pela primeira vez a meus ouvidos, não sei. Era apenas uma palavra, mas trazia um cheiro violento de terra e de liberdade, gosto de fruta madura, uma palavra apenas, porém usando paladar e olfato. Por que me embalava tanto como se fossem os braços de minha mãe? Pés se arrastavam, corpos dançavam, vozes cantavam e ela vinha clara e sonora, não se explicando ou definindo, mas evocando lembranças, saudades, passado, distante país, tempos idos, mocidade, vida vivida... Aruanda é o país que sempre trazemos dentro de nós, país de Liberdade e de Paz, país sem desigualdades nem ódio, sem injustiças ou crueldades. (...) Aquele que carregamos como uma arma ou uma joia tão brilhante, pois foi por nós construído, vivido, criado, e por nós defendido. (...) Em Aruanda o lírio é mais lírio e as estrelas brilham com maior intensidade, porque tomamos parte direta na construção de toda a paisagem."
Eneida de Moraes (“Aruanda” [crônicas], Livraria José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1957)
  
Aruanda é uma referência ao porto de São Paulo de Luanda, lugar de onde partiam os negros sequestrados e trazidos ao Brasil na condição de escravos, e a referência ficou na memória coletiva como o lugar onde se encontraria novamente a liberdade que vinha com as lembranças do continente de origem. Aruanda chama, Aruanda acolhe, Aruandas dão-se as mãos!
Nós de Aruanda, nossas Aruandas, nosso passado, nosso presente e nosso futuro! E ao mesmo tempo um tempo-lugar-fantasia-documento de nós, sobre nós. Nós que somos filhos e filhas de tantos santos quanto são os tempos das Áfricas amazônidas. Espaços-tempo reunidos para superar concepções que separam a arte da religiosidade e das tradições afro-brasileiras. Arte-Aruanda deve ser entendida como território tradicional negro que tem uma vontade imensa de transpor esse muro gigantesco que separa comunidades tradicionais do mundo branco normatizado.
Na contracorrente da indústria cultural, nós de Aruanda caminhamos em qualquer lugar e transitamos por estrada trilhada entre folhas que não separam a vida da arte, caminhamos para a política da construção do nosso lugar em todos os lugares. Misturados ao solo que nos abriga, somos parte desta terra preta, terra fértil, que alimenta novos brotos em território/terreiro que gera a vida!
Vidas exuberantemente diversas, selvagens, fortes, mágicas, e, porque não, criativas...
Verás de tudo um pouco, de memórias, objetos do cotidiano, oferendas, práticas ritualísticas, enfrentamento político, afirmação de identidades a construir sonhos, narrativas e poéticas.... Práticas artísticas diversificadas, e se por aqui a arte te parecer mais viva, é porque revertemos a violência colonizadora para nos tornarmos paisagem de reconstrução do cosmos cultural sustentado em afetos.

Arthur Leandro, Isabela do Lago e Aurilene Ferreira
Belém, março de 2014.

Serviço:
Exposição Nós de Aruanda - Artistas de Terreiro
Galeria Theodoro Braga - FCPTN (Centur)
Abertura: 7 de março de 2014
Visitação: 10 de março a 11 de abril de 2014
de segunda a sexta, das 9h às 19h



sábado, 8 de março de 2014

Pelo direito à memória de Mãe Doca, pelo direito à existências das tradições negras.

Um memorial para Mãe Doca, um memorial para todos nós.


Em 2003 e 2004 a Câmara de Vereadores do Município de Belém e a Assembléia Legislativa do Estado do Pará reconheceram a luta de Nochê Navakoly (Rosa Viveiros, ou Mãe Doca) como um importante foco de resistência para a manutenção das tradições de terreiros afro-amazônicos, e é em nome da luta de Mãe Doca que o dia 18 de março foi dedicado aos umbandistas e aos afro-religiosos através da Lei Municipal nº 8272, de 14 de outubro de 2003 (autoria do vereador Ildo Terra/PT) e da Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria da deputada Araceli Lemos/ PSoL), e em 2009 a ALEPA ampliou a homenagem através do Decreto Legislativo nº 05/2009 (proposição da Deputada Bernadete Tem Caten/ PT) que instituiu na Assembleia Legislativa do Estado do Pará a Comenda "Mãe Doca" de mérito afro-religioso.
Mas ao mesmo tempo em que Município e Estado reconhecem a importância da luta dos povos tradicionais de terreiros de matriz aricana, e até nos instituem duas leis, o racismo institucional faz com que os gestores nada façam para promover o 18 de março e a memória das lutas contra o racismo, esse mesmo racismo que ataca o sagrado das tradições africanas presentes na diáspora amazônica.
Mas já que o poder público não faz, na manhã do dia 6 de março de 2014 nós instalamos um memorial para Mãe Doca na esquina da Av. Duque de Caxias com a Tv. Humaitá, um memorial que resgatou a história de seu terreiro e a sua presença naquela territorialidade dos bairros do Marco e Pedreira. Uma  base de mármore com uma placa de vidro com fotografias e textos explicando à população a importância de Mãe Doca, e através dela  a importância de toda a luta das mulheres negras amazônidas por uma vida digna com direitos de cidadão.

Menos de 10 horas para a memória de Mãe Doca.

O memorial para uma mulher negra, a história da sacerdotisa das tradições negras amazônidas que enfrentou o racismo e a polícia paraense, não durou nem 10 horas, e antes de anoitecer a placa estava em pedacinhos na encruzilhada mais próxima do lugar onde por aproximadamente 80 anos se manteve o terreiros de nagô Cacheu de Nochê Navakoly.
O monumento foi quebrado durante a forte chuva que caiu na tarde desse mesmo dia da inauguração. Uma das especulações foi de que o vento haveria quebrado o vidro, mas colocamos essa hipótese em dúvida por um detalhe, a base de mármore foi arrancada!

Uma chuva que não destelhou casas naquela área, nem tampouco derrubou as árvores do canteiro teria força suficiente para virar uma base de mármore fixada com cimento? Se apenas o vidro tivesse sido quebrado seria possível acreditar na hipótese de foi causado pelas intempéries de Tempo, mas como vento não vira pedra.... A hipótese que acreditamos é que foi ação humana motivada por racismo religioso.