sábado, 16 de julho de 2016

Rio 2016, de João de Castro.




Brasil da Copa do Mundo
Das Olímpiadas também
Falta Saúde, Educação
Segurança! Nem tem!...
O Povo não tá calado
Tampouco dizendo amém

O Rio em calamidade
Mais tem uma prioridade
AS OLIMPIADAS SEM DUVIDAS
E preparar a cidade
Mesmo que os prédios caiam
Essa é a realidade…

Constroe-se aqui, cai acolá!...
Todos viram a CICLOVIA
Imaginem como não está
Estrada e Rodovia
São um bando de HIPOCRITAS
Que há muito tempo não se via

Na cidade “Maravilhosa”
Lá o povo ta morrendo
No Setor Educação
Ninguém lá ta recebendo
Segurança nem se fala!…
A Bandidagem tá vencendo

AS OLIMPIADES BEM AÍ...
ISSO TEM QUE ACONTECER
Não importa, resto é resto
Mesmo que venha padecer
Tudo pura isanidade
E isso ninguém quer ver!?…

*O FOGO um dos elementos
Deste Planeta falado
As Argolas União
Tudo com significados
No entanto a Vida Humana
No “Rio 2016” fica de lado…

No Rio a “ZICA” presente
Tudo pode se alastrar
Cientistas até falaram
Mais ninguém quis escutar
O negócio é OLIMPIADES
Isso não pode faltar

O RIO É CALAMIDADE
Pelo Governo decretado
E a bagatela de 3 bilhões
Pelo Temer liberado
O NEGOCIO É OLIMPIADES
Não importa o outro lado

O Brasil nesse momento
Com uma crise incontrolada
Uma “Torre de Babel”
Política esculhambada
Mais! O NEGOCIO É OLIMPIADA
Que não se importa com nada

Será que já analizamos
Com esse “Fogo” viajando?!...
Os absurdos dos gastos
Com poucos se preocupando
Até “Cachê!” Prá quem corre???!!!…
Não estou acreditando…

É uma falência olímpica
Que está acontecendo
“OLIMPIADES!” Tem que acontecer!
Não importa o que está havendo
Essa é a situação
E ninguém ta percebendo!?

Lembram o legado da COPA?!...
Do que não foi construído
O que construíram caiu
Por falta de ser ouvido
As OLIMPIADAS será diferente?
Oxente! Aqui duvido!!!…

Tantas obras tantas obras
Pelo Brasil inacabadas
O pior de tudo isso
Foram superfaturadas
Até Viaduto caiu depois
Deixou as pessoas frustadas

No Rio o Caos instalado
Afirma o governador
O Prefeito dizendo não
Mas o Decreto da Dor
Que deixa tudo bem claro
O fator destruidor…

Parece que ninguém ver
No Rio tudo acontecendo
Segurança, Educação
Na Saúde! O Povo morrendo
“OLIMPIADE!” Vai acontecer...
E todo mundo ta vendo!…

Tantas medalhas virão
Todos alegres sorrindo
Numa OLIMPIADA MORTIFERA
E muitos dizendo bem vindo
Pra mim todos hipócritas
O que estão aplaudindo?!

Chega a hora das Medalhas
Ali vão distribuir
Bronze, Prata e Ouro
É forma de se construir?
com uma cidade no Caos
Isso sim é destruir…

Medalha de Ouro pra Saúde
Que no Rio não funciona
Educação e Segurança também NÃO
No Rio tudo se abandona
Um Prefeito inconseqüente
Mas o Povão ninguém engana

A Baía da Guanabara
Totalmente poluída
Que vergonha Rio de Janeiro
Ainda te sentes atraída?!...
“Cidade Maravilhosa”
Parece não ter saída

É Ciclovia caindo
Uma falta de gestão
BANDIDOS tomando conta
Um caos na EDUCAÇÃO
Segurança e Saúde
OLIMPIADES! Desunião

Cai por terra a filosofia?
Que Olimpiades é UNIÃO?
Pois no Rio de Janeiro
Falta Saúde e Educação
Muito mais a Segurança
A real situação

As Argolas representam
Um Símbolo Universal
De Paz, Amor, União
E nesse momento um Mal
Em um País sem controle
Uma situação desigual

A Copa deixou legado
OLIMPIADE vai também
Constróe-se cai acolá
É esse o Vai e Vem
Isso é realidade
E se vai dizer Amém!?

Tudo complexo e confuso
Em um País em conflitos
Coloca em riscos tudo
Deixando todos aflitos
É onde o homem chega
Desafia seus finitos…

Toca-se alegrias fúteis
E não se chega ao nada
Mexe-se com coisas sérias
Em uma árdua jornada
Coloca-se tudo em risco
Numa OLIMPIADA sonhada

Estava terminando os versos
E de repente escutei
Forças Armadas nas ruas
Quase não acreditei
Repete-se “Eco 92”
É a força da Lei.

Mais logo no dia seguinte
Que a olimpíada acabar
Volta tudo ao normal
Bandidos vão atacar...
E a “Cidade Maravilhosa”
Não tem o que comemorar

Um bando de desportistas
Totalmente despolitizados
Não importa nossa crise
Por todo nossos estados
Farsistas estão mandando
Todos caracterizados…

Olimpiades ta aí
E já tudo acontecendo!
Não importa crise aqui
Quase ninguém percebendo?
Mais adianta gritar
Pois tem muita gente vendo…

Nossa linguagem em Cordel
Procurando todos alertar
Em busca da vida mesmo
Com o objetivo lutar
OLIMPIADES AQUI NÃO
Nada pra se apresentar…

Da ECO 92
Não posso esquecer de falar
Aconteceu a mesma coisa
Do Rio se “Sitiar”*
Limparam as Ruas de tudo
Pra de Meio Ambiente falar

Pra eles a “SUB-RAÇA”
Sujavam o Rio de Janeiro
Mendigos, Adolescentes
Recolhidos primeiro
Ninguém descia dos Morros
Isso foi verdadeiro…

Todos juntos em galpões
Lá todos foram colocados
Comida lá era jogada
Estavam aprisionados
Presidentes pousavam Estardistas
Esses foram os resultados

Agradeço, agradeço
Pela sua atenção
Lendo esses escritos
Em uma boa ação
Por certo critica séria
Essa é minha intenção.

* Fogo, ar, terra e água

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Luiza Helena Bairros presente!.

Rendo homenagens à Luiza Helena de Bairros, (ex)ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, que faleceu em Porto Alegre nesta terça-feira (12 de julho de 2016) em virtude de um câncer de pulmão. Ela foi ministra do governo de Dilma Rousseff entre os anos de 2011 e 2014. Durante sua passagem pelo governo federal, foi responsável por criar o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), cujo objetivo é implementar políticas públicas voltadas a proporcionar à população negra igualdade de oportunidades e instâncias de combate à discriminação e à intolerância. A principal forma de atuação do Sinapir, conforme defendia Luiza Bairros, é por meio da articulação com municípios e governo estaduais, através da criação de órgão regionais para a promoção da igualdade racial.
Uma das principais personalidades brasileiras da luta contra o racismo, Luiza passou os últimos anos em viagens pelo país realizando palestras e trabalhando intensamente na articulação do movimento negro, atividade que desempenhava há mais de 40 anos. Gaúcha de Porto Alegre (RS), Luiza Bairros se mudou para a Bahia em agosto de 1979, após ter contato com o Movimento Negro Unificado durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, meses antes, em Fortaleza. Luiza Bairros era mestre em ciências sociais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e doutora em sociologia pela Michigan State University. Ela se graduou em Administração Pública e de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e era especialista em Planejamento Regional pela Universidade Federal do Ceará.

"Hoje é um dia triste para todos do movimento negro e daqueles que lutam pela igualdade racial no Brasil. A morte da querida Luiza Bairros, ex-ministra da Promoção da Igualdade Racial em meu primeiro governo, deixa a todos nós muito consternados. Luiza foi uma incansável militante da causa negra e da democracia brasileira. Sua obra permanece viva e continua sendo um símbolo da luta contra o preconceito e em favor das melhores causas da vida política nacional" - Dilma Rousseff

"Perdi uma mãe, uma amiga, uma companheira, uma referência para toda vida, a mais ousada e primorosa combinação de inteligência, disciplina, generosidade e coerência que o movimento negro produziu nos últimos 40 anos" - Felipe Freitas

“Faleceu na manhã de hoje, 12 de Julho de 2016, minha grande amiga, companheira de muitas lutas, Luiza Bairros. Meu coração está contrito de dor com a perda, mas certa de que esta grande mulher cumpriu seu papel na história da luta dos oprimidos, especialmente da população negra, neste país e no mundo. Que descanse em paz!” - Silvany Euclenio

“Acordei assustada hoje. Tinha tanta coisa dentro de mim, mas tinha um aperto. A gente sempre pensa nos mais proximos. Em seguida soube Luiza Bairros arrumara as malas e com a autonomia das preta acreditou que podia e foi para a grande viagem no grande rio. Que mulher atrevida achou mesmo que este rebanho enorme está pronto para não ouvir mais aquela voz meio rouca baixa. Centrada ponderada. Meu Nzambi . Matamba receba ai esta rainha. Vai cansada das batalhas com a luta incessante ao racismo. A gente se encontra na luta porque você está presente.” - Kota Mulanji/ Regina Nogueira

“LUTO na LUTA! Compromisso com a LUTA PRETA! Valeu Luísa! Valeu Ministra!” - Vilma Piedade

“Perdemos uma grande aliada na luta contra o racismo é no combate ao racismo contra as tradições de Matriz Africana.” - Mãe Nalva de Oxum

“Acho que é a 1a vez que o falecimento de uma (ex) ministra me abalou emocionalmente, estou muito triste com a morte de Luiza Helena Bairros” Táta Kinamboji/ Arthur Leandro

“A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que fizeram parte de minha vida terrena, sem tirá-las do meu coração, sorrir às pessoas que não gostam de mim, para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam calar-me para ouvir, aprender com meus erros, afinal, eu posso ser sempre melhor! Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar, a abrir minhas janelas para o mundo. E não temer o futuro... A lutar contra as injustiças, sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo. Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar. Vá companheira LUIZA BARRIOS, tenho certeza que DEUS já acolheu a sua ALMA e esta confortando os seus familiares, amigos e todo o povo negro que você tão bem defendeu e representou. Vá em PAZ missão cumprida!” - Mestre Pernambuco


“Muito obrigada por sua luta pela igualdade racial no Brasil. Mulher negra, intelectual, militante honesta, vibrante. Obrigado. O OLODUM deseja luz para você neste novo plano“ João Jorge

“Minha amiga e amada Luiza Bairros, que o Olorum a receba com as honras que ela merece” - Leonor Araújo

“Sentimos todos pois saudou em muitas construções e fez a diferença em suas falas e atitudes no movimento social. Lamentável. Só nos resta dar prosseguimento à sua luta que é nossa também” Mãe Ligia Borges, de Exu.

“Luiza era um.exemplo de quadro politico do movimento negro. Tinha grandes divergencias com.ela principalmente qdo ela comandava a Seppir. A sua inteligencia e respeito, coisa rara no universo da politica, eram demonstrados com os frequentes convites feitos a mim para seminarios e outras discussoes na secretaria. Isto sem contar com as suas colaborações com a minha coluna Quilombo na Revista Forum. Participei de varios debates com a ministra. Sorriso constante, personalidade forte e inteligencia ímpar. Certa vez comentei com ela que o racismo institucional era expresso no fato dela ser a pessoa que, no ministerio da Dilma, tinha o melhor curriculo (inclusive mais que a própria presidenta). E apesar disso ocupar o ministerio com menor orçamento. Ela me respondeu laconicamente: "pois é". Saudades muitas da querida Luiza. Pessoa cujas discussoes me faziam crescer politica e intelectualmente” - Dennis Oliveira

“Lamentável acordar com essa triste notícia. LUIZA BAIRROS que OLORUN te receba com todas as honras e muita festa no Orun minha querida”- Jorge Cruz

“Muito triste. Uma grande perda para todos/as nós!” - Cristian Ribas



























quarta-feira, 25 de maio de 2016

Roda de Conversa, as poéticas de Matrizes Africanas na Amazônia.

Mais informações no blog da  COPIR: Programação com temática étnico-racial na Feira do...


Roda de Conversa: poéticas de Matrizes Africanas na Amazônia.
Apresentação: Táta Kinamboji (Profº Arthur Leandro), equipe do Projeto Azuelar.

Serviço:
Local: Estander da SEDUC
Dia: 28 de Maio
Horário: 13:30 às 15:30

1º Bloco de Entrevista
Projeto Educativo “Afro-amazônicos e seus símbolos”
Convidada: Tainah Jorge.
Tainah Jorge é filha de santo de Mãe Esther de Jarina, Terreiro Seara da Oxossi, da nação Tambor de Mina. É estudante de ciências sociais na UNAMA e cumpre estágio no serviço educativo do Museu Paraense Emílio Goeldi, e foi trabalhando no serviço educativo do museu que ela propôs a construção do circuito “Afro-amazônicos e seus símbolos”, que faz parte do seu projeto de pesquisa. Ela explica que a meta desse projeto é estimular o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, de acordo com a Lei Federal 10.369/03, e é um circuito para mostrar a estudantes do ensino médio as relações entre culturas afro religiosas e espécies de plantas do acervo do Parque Zoobotânico. O projeto do Serviço de Educação foi construído em parceria com comunidades de terreiro de matriz africana em Belém.

2º Bloco de Entrevista
Projeto “Nós de Aruanda-Artistas de Terreiro”
Convidados: Mãe Nalva de Oxum, Mametu Muagile, Mametu Nangetu, Professora Dra Marilu Campelo, e Weverton Ruan Rodrigues.
Nós de Aruanda, artistas de terreiro, é um projeto do Grupo de Estudos Afro-Amazônico (NEAB)/ UFPA, e do Grupo de Estudos e Pesquisa Roda de Axé/ CNPq. Em 2016 se realizou a 4a exposição com poéticas de matriz africana na Amazônia, e é sobre essa experiência de arte fundada na matriz cultural oriunda da África negra. que vamos colocar em debate.

3º Bloco de Entrevista
Projeto “BLOCK PRINT – Estamparia Afro”
Convidado: Glauce Santos e Jean Ribeiro.
A estamparia por carimbos de madeira, ou blocos de madeira, conhecida como Wood Block Printing, foi o processo precursor da produção industrial em grande escala. O método de gravação da matriz de madeira é o mesmo da xilogravura, com algumas particularidades relacionadas aos materiais, como corantes e têxteis a serem utilizados. Tornou-se possível a reprodução de um desenho mais elaborado e com bons resultados formais, favorecendo a gravação de matrizes voltadas, exclusivamente, para a estamparia corrida. A técnica é utilizada na estamparia africana, e difundida em projeto de pesquisa e oficinas educativas de Glauce Santos e Jean Ribeiro.

4º Bloco de Entrevista
O desafio da educação afrocentrada em arte,
Convidada: Isabela do Lago.
Muito se têm pensado sobre a importância do conhecimento em história e cultura africana e afro-brasileira nas salas de aula, sobretudo na educação básica, com o intuito de fundamentar origens da cultura negra e sua afirmação identitária para a superação do racismo e reparação dos problemas sociais ocasionados pelo mesmo. Isabela traz uma proposta afrocentrada para o ensino-aprendizagem da arte em formato didático, para fácil aplicabilidade na sala de aula, onde encontraremos suporte poético na leitura de obras que compõem o acervo do projeto “Nós de Aruanda- artistas de terreiro fazer um glossário explicando os termos” entre as edições de 2013 a 2015 da mostra em Belém do Pará.

“Eu nunca vi machado cego fazer casa pra morar”, por Pedro Neto.

“Eu nunca vi machado cego fazer casa pra morar”
Nossa cultura transversal e dialógica - povos tradicionais de matriz africana – nos ensinam alguns princípios fundamentais que dizem respeito ao bom convívio entre nós e os outros. O mundo apressado, capitalista com esse Estado burocrata que insiste em nos criminalizar, não entendeu e pelo jeito não vai entender tão cedo que estão nestes princípios elementos vitais para nossa manutenção e existência. Perder ou deixar de ganhar políticas que contenham minimamente estes princípios nos matam, nos fazem apodrecer por dentro.
Olhamos isso, construímos estratégias de enfrentamento e combate ao racismo. Nos olhamos, nos reconhecemos uns nos outros. A estratégia adotada por nós que culminou na apresentação, aprovação no Colegiado Setorial de Cultura Afro-Brasileira e no Pleno do CNPC/Minc sobre o Plano Nacional para Culturas Afro-Brasileiras nos dias 09, 10 e 11/05/2016 foi vitoriosa. Até que ponto?
Nos últimos cinco anos, num pacto nacional lideranças tradicionais de matriz africana de todo Brasil pautou o debate acerca do racismo institucional; ampliou as representações da cultura negra no Conselho Nacional de Políticas Culturais para a capoeira, para o hip hop, para a cultura alimentar, para os povos tradicionais de matriz africana, para os quilombos; ampliou a participação de lideranças negras em diversos colegiados setoriais; construiu um plano exequível para as culturas negras.
Para isso pagamos um alto preço, não financeiro, mas sim no enfraquecimento de nossos princípios. Uma névoa, anunciada, cobriu nossos olhos. Arthur Leandro, como é que deixei você ser alijado da decisão que você mesmo ajudou a construir o caminho? Não sei! Disse que faria, e não fiz. Por enquanto ficarei com uma frase sua: “Tempo é Rei de Angola”.
Não farei ata, não farei artigo, não farei moção ou recomendação. Continuemos a fazer o que nunca deixamos de ser, em nossas bases estão nossas trincheiras.
‪#‎MincResite‬ Não ao Minc da arte branca, eurocêntrica e machista. Nos cuidemos para não cair na armadilha da cultura de elite versus cultura popular.
Como nos ensina Mãe Beth de Osun: “Tá na hora do pau comer”.‪#‎nadaatemer‬

Texto publicado no Facebook pot Pedro Neto

quarta-feira, 27 de abril de 2016

O que são poéticas de matriz africana, como pensam e agem os artistas de terreiro?

O que são poéticas de matriz africana, como pensam e agem os artistas de terreiro?

“Para nós, arte é campo de batalha na guerra simbólica”, Táta Kafungeji (Rodrigo Ethnos) –Rundembo Ngunzo ti Bamburucema.

Quem quer saber um pouco mais sobre a produção poética de resistência negra dos terreiros da zona metropolitana de Belém,  deve aproveitar a oportunidade que o projeto “Nós de Aruanda, artistas de terreiros”, oferece, e participar da Roda de conversa com os artistas nesta sexta-feira, dia 29 de abril, a partir das 17h na Galeria Theodoro Braga, no CENTUR.
“Nós de Aruanda – artistas de terreiro” dá título para um projeto e uma exposição que brinca com os sentidos que essa expressão pode ter: de quem, ou de quais de nós, nós estamos falando, quem somos nós? Talvez o desejo seja mesmo o de nos debruçar sobre esses enlaces emaranhados desses nós que, ao fim, é um desejo que se traduz na busca por conhecer esse rico universo numa perspectiva diferenciada: a produção poética e os estudos universitários como ferramentas para conhecer, descobrir, divulgar e defender a riqueza das culturas tradicionais de matrizes africana e suas correlações com as muitas Áfricas que (re)inventamos no Brasil.
A conversa circula em vários focos de percepção e interesse artístico, desde o contexto, e a  consequência, do racismo que resulta em violência cotidiana contra povos tradicionais de matriz africana, até as práticas poéticas que mantém viva na Amazônia, a cosmologia e os valores civilizatórios que vieram da África negra.



Roda de conversa com os artistas participantes
IV Exposição Nós de Aruanda - Artistas de Terreiro
Sexta-feira, 29/4, a partir das 17h

Galeria Theodoro Braga – subsolo do Centur,  av, Gentil Bittencourt, 650 - Belém.

Realização:
GEAM - Grupo de Estudos Afro-Amazônico (NEAB) UFPA
Grupo de Estudo e Pesquisa Roda de Axé CNPq.

FOTOS: ©Lucivaldo Sena / Projeto Griot Amazônida 

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Oficina: Estamparias com grafismos africanos em Block Printing.

Nesta quarta feira, 27 de abril, a partir das 14h, tem oficina de estamparia com grafismos africanos ministrada pelo artista e gravurista Jean Ribeiro na Galeria Theodoro Braga (CENTUR). A oficina faz parte das ações educativas do Projeto Nós de Aruanda, artistas de terreiro, em cartaz na galeria até a sexta, 29 de abril.

A proposta é compartilhar a experiência que Jean acumulou na produção de grafismos em Block Printing, uma técnica de manufatura que precedeu a produção de estamparia industrial. A oficina é uma ação de colaboração para a implantação da Lei 10.639/03, e atende professores e estudantes da rede de ensino básico e todos os interessados em conhecimentos sobre a visualidade africana na diáspora amazônica.


Block Printing
A estamparia por carimbos de madeira, ou blocos de madeira, conhecida como Wood Block Printing, foi o processo precursor da produção industrial em grande escala. O método de gravação da matriz de madeira é o mesmo da xilogravura, com algumas particularidades relacionadas aos materiais, como corantes e têxteis a serem utilizados. Tornou-se possível a reprodução de um desenho mais elaborado e com bons resultados formais, favorecendo a gravação de matrizes voltadas, exclusivamente, para a estamparia corrida.
A partir do século XVIII, no Ocidente, importantes empresas motivadas pelo ponto de vista econômico se interessaram na produção mais acelerada de estamparia dos tecidos. Com esse interesse, novos processos foram surgindo para o aprimoramento de desenhos cada vez mais detalhados.
Sendo assim, o desenvolvimento das técnicas das artes gráficas, as matrizes passaram a ser feitas com placas de metal, nas quais um instrumento de ponta afiada proporcionava a impressão de desenhos muito finos e delicados, uma vez que a tinta ficava depositada em menor quantidade nas incisões da placa de metal.
Este método de gravação, aliado à utilização de chapas flexíveis adaptadas a um cilindro impressor (prensa ou maquinário), representou a maneira mais prática e econômica da estamparia contínua em grandes metragens de tecidos.
O processo de impressão com cilindros rotativos, desde a 
gravação em madeira até os mais modernos processos fotoquímicos de gravação dessas matrizes, com o desenvolvimento da indústria química e têxtil, foi a invenção que acompanhou o enorme crescimento do mercado de estampados.

Oficina: Estamparias com grafismos africanos em Block Printing
Instrutor: Jean Ribeiro
Quarta-feira, dia 27 de abril, a partir das 14h.
IV Exposição NÓS DE ARUANDA – ARTISTAS DE TERREIRO.

Galeria Theodoro Braga, a galeria fica no subsolo do CENTUR - Av. Gentil Bittencourt, nº 650, Nazaré - Belém – PA.