segunda-feira, 31 de março de 2014

Duda Souza - Um (en)canto de Oxum



Um (en)canto de Oxum, Performance de Duda Souza;
sexta-feira dia 28 de março de 2014. Parte da exposição "Nós de Aruanda, artistas de terreiro".

Nós de Aruanda - artistas de terreiro
7 de março a 11 de abril de 2014
Galeria Theodoro Braga | Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves | Av. Gentil Bittencourt, 650, Térreo. Belém (PA). | Telefone: (91) 3202-4313.

A homenageada: Nós de Aruanda é uma celebração para Mãe Doca, Nochê Navakoly, maranhense de Codó cujo nome de batismo civil era Rosa Viveiros, iniciada nas tradições afro-brasileiras pelo africano ManoelTeuSanto, seu Vodun era Nanã e Toi Jotin. Por cultuar divindades africanas e preservar as tradições de matriz afoamazônica, Mãe Doca foi presa diversas vezes na década de 1890, quando a abolição já havia sido declarada. E apesar de toda a violência sofrida, Nochê Navakoly jamais desistiu de manter aberto em Belém o Terreiro de Tambor de Mina, lugar sagrado onde mantinha preservadas as tradições de suas origens.

Corporeidade - vídeo-performance e conversa com Zezinho do Mocambo



Corporeidade - Vídeo performance de Zezinho do Mocambo (José Liberato)

Roda de conversa realizada na sexta-feira dia 14 de março de 2014. Parte da exposição "Nós de Aruanda, artistas de terreiro".

Nós de Aruanda - artistas de terreiro
7 de março a 11 de abril de 2014
Galeria Theodoro Braga | Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves | Av. Gentil Bittencourt, 650, Térreo. Belém (PA). | Telefone: (91) 3202-4313.

A homenageada: Nós de Aruanda é uma celebração para Mãe Doca, Nochê Navakoly, maranhense de Codó cujo nome de batismo civil era Rosa Viveiros, iniciada nas tradições afro-brasileiras pelo africano ManoelTeuSanto, seu Vodun era Nanã e Toi Jotin. Por cultuar divindades africanas e preservar as tradições de matriz afoamazônica, Mãe Doca foi presa diversas vezes na década de 1890, quando a abolição já havia sido declarada. E apesar de toda a violência sofrida, Nochê Navakoly jamais desistiu de manter aberto em Belém o Terreiro de Tambor de Mina, lugar sagrado onde mantinha preservadas as tradições de suas origens.

Abayomi, força e resistência da mulher negra


Sexta-feira 21 de março de 2014
Ekedy Janete Oliveira e Joyce Lima
Performance: Abayomi, força e resistência da Mulher Negra

Nós de Aruanda - artistas de terreiro
7 de março a 11 de abril de 2014
Galeria Theodoro Braga | Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves | Av. Gentil Bittencourt, 650, Térreo. Belém (PA). | Telefone: (91) 3202-4313.

A homenageada: Nós de Aruanda é uma celebração para Mãe Doca, Nochê Navakoly, maranhense de Codó cujo nome de batismo civil era Rosa Viveiros, iniciada nas tradições afro-brasileiras pelo africano ManoelTeuSanto, seu Vodun era Nanã e Toi Jotin. Por cultuar divindades africanas e preservar as tradições de matriz afoamazônica, Mãe Doca foi presa diversas vezes na década de 1890, quando a abolição já havia sido declarada. E apesar de toda a violência sofrida, Nochê Navakoly jamais desistiu de manter aberto em Belém o Terreiro de Tambor de Mina, lugar sagrado onde mantinha preservadas as tradições de suas origens.


domingo, 30 de março de 2014

Vereadora Sandra Batista solicitou à Câmara de Belém uma manifestação de solidariedade ao povo de terreiro.

Damos através deste ciência do Requerimento de autoria da VEREADORA SANDRA BATISTA, solicitando que a Câmara Municipal envie VOTOS DE SOLIDARIEDADE AO POVO DE TERREIRO PELA DESTRUIÇÃO DO MONUMENTO EM HOMENAGEM A MÃE DOCA ERGUIDO NO DIA 06 DE MARÇO DO CORRENTE, NA ESQUINA DA HUMAITA COM A DUQUE DE CAXIAS, NO BAIRRO DO MARCO.

A destruição do monumento erguido em homenagem a Mãe Doca significa um atentado contra a democracia e a liberdade religiosa e que traz no seu bojo uma clara manifestação do racismo mais despudorado, revelando um contexto ainda marcado pelas chagas do preconceito e da intolerância cega que impede parcela considerável da sociedade de conviver com as diferenças e reconhecer o outro como um ser humano portador de direitos. Mandela nos lembrava de que “o preconceito constitui uma das faces mais cruéis da violência”, pois significa uma desconstrução do outro como humano e uma subtração da espécie mais importante de liberdade – aquela que nos assegura o direito de ser o que realmente somos. O monumento destruído em menos de 24 horas após sua inauguração se configura como uma verdadeira violência contra o Povo de Terreiro e as religiões de matrizes africanas e motivo de grande indignação aos que lutam em defesa dos direitos humanos. A trajetória de resistência de Mãe Doca a transformou num símbolo de luta pela liberdade religiosa da população negra. Mãe Doca foi presa várias vezes por cultuar as divindades e preservar a religiosidade afro-amazônica, porém não desistiu de manter seu templo afro-religioso aberto. Seu terreiro se manteve aberto de 1891 até meados da década de 1960, mesmo após várias tentativas da polícia de tentar neutraliza-la. Enfrentando toda sorte de perseguições, sua perseverança altaneira, abnegação e luta explica a reverência do movimento afro-religioso à Mãe Doca, assim como a tristeza misturada à profunda indignação frente à destruição do monumento. Neste sentido, nos solidarizamos com todos os movimentos afro-religiosos. Temos a firme convicção da urgência no que se refere à políticas públicas que garantam a liberdade religiosa, reprima o preconceito e o racismo, além da implementação de políticas na área da educação em direitos humanos, que enraíze valores e princípios imprescindíveis ás relações humanas. Nesta conjuntura, o Estado não pode ser omisso. O amadurecimento de nossa ainda muito jovem democracia perpassa inexoravelmente pela priorização das políticas educacionais, não apenas do ponto de vista da preparação para o mercado de trabalho, mas também na formação da cidadania, na formação para a vida em sociedade. É importante ressaltar quanta falta nos faz em Belém uma Secretaria Municipal de Direitos Humanos, que articule políticas direcionadas aos seguimentos cujos direitos são sistematicamente violados. À cultura da violência, o poder público precisa responder com políticas que fomentem o espírito de comunhão, fraternidade, colaboração, respeito mútuo e tolerância. Mahatma Gandhi ressaltava que “a lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos” e completava lembrando: “Não existe um caminho para a PAZ. A paz é o caminho!”.
VEREADORA SANDRA BATISTA

quarta-feira, 26 de março de 2014

Exposição Nós de Aruanda - artistas de terreiro foi prorrogada até 11 de abril

Devido ao grande sucesso da exposição "Nós de Aruanda - artistas de terreiro", a Galeria Theodoro Braga da FCPTN e os organizadores da exposição resolveram prorrogar o prazo da mostra que agora ficará em cartaz até dia 11 de abril.


ATENÇÃO PROFESSORES, ESCOLAS DA REDE PÚBLICA E PARTICULAR, A EXPOSIÇÃO "NÓS DE ARUANDA" GANHOU MAIS DUAS SEMANAS (até 11 de Abril), E ESTAMOS COM A PROPOSTA PARA AS ESCOLAS DE VISITAÇÃO NA EXPOSIÇÃO. com base na Lei 10.639 que torna obrigatória a inserção da História e cultura dos Africanos e Afro-Brasileiros nos conteúdos dos currículos escolares. Galeria Theodoro Braga Horário de 9 às 19 HS. De Seg à Sex. Agendamento: Auri Ferreira 82601610 ou na Galeria: (91) 3202-4313

Duas ou três palavrinhas sobre a memória deste projeto pensado na universidade e compartilhado nas comunidades de terreiro:


Em uma sociedade fortemente marcada pela hierarquia de raça e de gênero, nem sempre se valoriza a luta das mulheres, sobretudo em se tratando da  mulher negra e afroreligiosa, sabemos o quanto ainda é preciso lutar para libertar essa história do silêncio.
Não podemos negar que muitos dos nossos direitos já conquistados (e ainda hoje amplamente reprimidos) tem a mancha do sangue e do suor de mulheres de muita garra e fé que dedicaram e dedicam até hoje, sua vida em nome da defesa  da liberdade de expressar sua religiosidade, por este motivo, este é um  projeto em homenagem à Mãe Doca, essa personagem cuja historiografia é importantíssima para a luta do povo afro-amazônida que pouquíssimas pessoas reconhecem .
Mãe Doca é Nochê Navakoly essa maranhense de Codó, chama-se Rosa Viveiros, iniciada nas tradições afro-brasileiras pelo africano Manoel-Teu-Santo. Seu Vodun era Nanã e Toi Jotin. Sabe-se que a partir do dia 18 de março de 1891, apenas três anos após a abolição da escravatura, Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuava as divindades africanas e preservava as tradições de matriz afro-amazônica, e apesar de toda violência sofrida, ela jamais desistiu de manter aberto o terreiro que dava lugar para a manutenção das tradições de suas origens negra africana em seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense.
A necessidade de inserção dos artistas de terreiros no circuito de artes visuais surgiu no final de 2011 como um 'insigth' durante as aulas da disciplina "Poéticas Afro-amazônicas" para o curso de especialização em 'Saberes africanos a afro-brasileiros na Amazônia”, ofertado pelo Grupo de Estudos Afro- Amazônicos — GEAM/ UFPA. Foi nessas aulas, em que tínhamos o objetivo de subsidiar o ensino de arte e cultura afro-brasileiras e contribuir com a implantação da Lei 10.639/03, que percebemos que a maioria das obras que a história da arte registra como "arte afro-brasileira" são de artistas euro-descendentes que não fazem parte de comunidades de territórios tradicionais negros, e, ao fim, o que percebemos é a presença maciça de um olhar preconceituoso sobre as práticas tradicionais afro-brasileiras em obras produzida por artistas que apenas se valem da temática étnico-racial para usa-las sem nenhum envolvimento ou aprofundamento sobre as questões importantes para as africanidades na diáspora brasileira.
O problema talvez seja que as artes visuais parece ser de uso exclusivo das camadas mais abastadas da sociedade – um mundo restrito às elites (diferente do teatro, da dança e da música), e se configura como a mais restrita da ditas ‘linguagens artísticas’. Essa percepção estimulou o GEP Roda de Axé a iniciar o mapeamento da produção artística nas comunidades de terreiros, e nessa pesquisa encontramos vários artistas que estão em processo de inserção e legitimação no circuito das artes visuais.
A proposta é reunir todos eles/nós em um esforço coletivo de realização de uma exposição anual em homenagem à Mãe Doca para celebrar a resistência pelo direito à consciência do sagrado de Povos Tradicionais de Terreiros de Matriz Africana no Pará - em uma exposição que possamos apresentar a diversidade dessa produção "periférica" como um discurso afirmativo do protagonismo afro-amazônico na produção de poéticas visuais.
Neste esforço coletivo, em 2013 o Grupo de Estudos e Pesquisa Roda de Axé fez uma chamada pública para a seleção de artistas, seleção que primou pelo pertencimento a comunidades de terreiros e interesse em participação na ação artística coletiva.
A primeira versão da exposição inaugurou em 8 de março de 2013 na Galeria Theodoro Braga da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, e dela partticipram: Alan Patrick Fonseca/ Pejigan Oba Gankona; Alex Leovan/ Táta Dianvula; Arthur Leandro/ Táta Kinamboji (e rede [aparelho]-:); Coletivo Abebê (Samantha Silva e Tatyane Silva); Dellean Cardoso/ Táta Kitauanje; Deyze Mello; Duda Souza; Edson Catendê e Grupo Bambarê; Élida Neves; Firmo Leite/ Táta Mukundemim; Jurema de Manezinho; Mametu Kátia Hadad; Mametu Nangetu; Maurício Franco; Rodrigo Ethnos/ Táta Kafungeji; Ya Rita Gedeunsu e Lucas Tungenan; Walcir Farias Torres (Juca de Ode); Ysa Motta; Alef Monteiro; Amadeu de Deus; Isabela do Lago; Jocimara Alves; Lorena Alves; Marilu Campelo; Raimundo Jorge de Jesus; Renata Silva da Costa; Shirley Muryel; Simone Araujo e Zélia Amador. Pesquisadores da UFPA e artistas pertencentes a comunidades de povos tradicionais de terreiros de Belém, Ananindeua, Marituba e Castanhal no Estado do Pará.

Grupo de Estudos e Pesquisa Roda de Axé/ CNPq-UFPA.





Nós de Aruanda – artistas de terreiro: Nossa segunda Edição:
  
Quando foi mesmo que ela chegou pela primeira vez a meus ouvidos, não sei. Era apenas uma palavra, mas trazia um cheiro violento de terra e de liberdade, gosto de fruta madura, uma palavra apenas, porém usando paladar e olfato. Por que me embalava tanto como se fossem os braços de minha mãe? Pés se arrastavam, corpos dançavam, vozes cantavam e ela vinha clara e sonora, não se explicando ou definindo, mas evocando lembranças, saudades, passado, distante país, tempos idos, mocidade, vida vivida... Aruanda é o país que sempre trazemos dentro de nós, país de Liberdade e de Paz, país sem desigualdades nem ódio, sem injustiças ou crueldades. (...) Aquele que carregamos como uma arma ou uma joia tão brilhante, pois foi por nós construído, vivido, criado, e por nós defendido. (...) Em Aruanda o lírio é mais lírio e as estrelas brilham com maior intensidade, porque tomamos parte direta na construção de toda a paisagem."
Eneida de Moraes (“Aruanda” [crônicas], Livraria José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1957)
  
Aruanda é uma referência ao porto de São Paulo de Luanda, lugar de onde partiam os negros sequestrados e trazidos ao Brasil na condição de escravos, e a referência ficou na memória coletiva como o lugar onde se encontraria novamente a liberdade que vinha com as lembranças do continente de origem. Aruanda chama, Aruanda acolhe, Aruandas dão-se as mãos!
Nós de Aruanda, nossas Aruandas, nosso passado, nosso presente e nosso futuro! E ao mesmo tempo um tempo-lugar-fantasia-documento de nós, sobre nós. Nós que somos filhos e filhas de tantos santos quanto são os tempos das Áfricas amazônidas. Espaços-tempo reunidos para superar concepções que separam a arte da religiosidade e das tradições afro-brasileiras. Arte-Aruanda deve ser entendida como território tradicional negro que tem uma vontade imensa de transpor esse muro gigantesco que separa comunidades tradicionais do mundo branco normatizado.
Na contracorrente da indústria cultural, nós de Aruanda caminhamos em qualquer lugar e transitamos por estrada trilhada entre folhas que não separam a vida da arte, caminhamos para a política da construção do nosso lugar em todos os lugares. Misturados ao solo que nos abriga, somos parte desta terra preta, terra fértil, que alimenta novos brotos em território/terreiro que gera a vida!
Vidas exuberantemente diversas, selvagens, fortes, mágicas, e, porque não, criativas...
Verás de tudo um pouco, de memórias, objetos do cotidiano, oferendas, práticas ritualísticas, enfrentamento político, afirmação de identidades a construir sonhos, narrativas e poéticas.... Práticas artísticas diversificadas, e se por aqui a arte te parecer mais viva, é porque revertemos a violência colonizadora para nos tornarmos paisagem de reconstrução do cosmos cultural sustentado em afetos.

Arthur Leandro, Isabela do Lago e Aurilene Ferreira
Belém, março de 2014.

Serviço:
Exposição Nós de Aruanda - Artistas de Terreiro
Galeria Theodoro Braga - FCPTN (Centur)
Abertura: 7 de março de 2014
Visitação: 10 de março a 11 de abril de 2014
de segunda a sexta, das 9h às 19h



quinta-feira, 20 de março de 2014

Polícia Civil vai apurar vandalismo contra monumento para Mãe Doca.

Na reuniao de hoje, 19 de março de 2014, do Conselho Estadual de Segurança Pública - CONSEP, e por requerimento da Conselheira Maria Luiza Carvalho Nunes representante do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará /CEDENPA, foi apresentada no 'Minuto do Cidadão' a denuncia da destruição do monumento erigido em homenagem a Mãe Doca - Simbolo da resistência contra o racismo por intolerância religiosa das tradições de matriz africana no Pará.
Mametu Muagile representou os povos tradicionais de terreiros de matriz africana.
Coube a Mametu Muagile a representação das comunidades de terreiro, ela relatou os fatos e  falou em nome do segmento, e destacou a importância da luta de Mae Doca e, toda sua história, para a manutenção dos terreiros em Belém do Pará. Por fim solicitou as providencias de apuração desse ato de vandalismo, de preconceito, racismo e intolerância religiosa. O Presidente do CONSEP, Dr. Luiz Fernandes, solidario a causa, determinou que a Policia Civil tome as providencias para apuração do ocorrido e que no CPC Renato Chaves, com seus técnicos, também contribua nos dados periciais.
Dr. Luiz Fernandes determinou a apuração dos fatos.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Nós de Aruanda exibiu o Velhos baionaras, tesouros vivos - de Stéfano Paixão.


Nós de Aruanda exibiu o Velhos baionaras, tesouros vivos - de Stéfano Paixão.


por Luah Sampaio
As dinâmicas de como devemos exibir obras cinematográficas, baseada em uma sala de cinema formal, acaba limitando vários grupos e comunidades a possibilidade de interação com essa linguagem artística, sensível e política. É com essa energia que o GT de Povos Tradicionais de Terreiros de Matriz Africana da PARACINE vem desenvolvendo suas ações, e é com essa perspectiva que desde 2009 constrói a Rede de Cineclubes de Terreiro, e agora, utilizando o espaço da galeria de arte, dentro da exposição ‘Nós de Aruanda – artistas de terreiro’ (link site da exposição) para exibir filmes feitos em comunidades ou dirigidos por membros de comunidades de terreiros afro-amazônicos. A galeria que abriga a produção artísticas dos terreiros de Belém, Ananindeua, Marituba e Castanhal abriga também sessões cineclubistas que normalmente acontecem em terreiros, praças, movimentos sociais, com o intuito de posicionar a importância da Resistência negra dos terreiros amazônidas.
A comissão organizadora desta mostra quis apresentar apenas fazedores de cinema locais que produzem mesmo sem recursos suficientes e não tem abertura nesse circuito fechado, para conseguir discutir e valorizar essa produção audiovisual.

O filme que abriu a mostra foi “Velhos Baionaras, Tesouros Vivos” de Stéfano Paixão, a sessão aconteceu nesta última terça-feira, na galeria Theodoro Braga no CENTUR. Stéfano, nascido e criado em Baião, cidade ao lado de Tucuruí no rio Tocantins, tem uma bagagem nata de experiências de sua terra, dos mitos e tudo o que acerca esse mundo maravilhoso que são as comunidades de beira de rio na Amazônia. Por conta dessa ligação o filme é muito denso e percebe-se o real interesse e encanto das pessoas com suas histórias.
Exibimos duas sessões em uma tarde muito agradável e contamos com a participação do produtor executivo do filme, Dário Jaime, o roteirista Carlos Cruz e do diretor Stéfano Paixão, falando e comentando o processo e os próximos projetos que parecem ser bem promissores. O filme está na integra no site Youtube.
Até o final de março as sessões acontecerão na Galeria, toda terça feira, com as seguinte programação:
Rede de Cineclubes de Terreiros/ PARACINE especialmente na Galeria Theodoro Braga/ FCPTN. CENTUR, Av. Gentil Bittencourt, 650. Nazaré. Belém/PA. Comissão editorial: Isabela do Lago, Arthur Leandro, Luah Sampaio e Eduarda Canto.
18 de março, 15h - O sagrado é ecológico no Candomblé Angola. (Educativo, filme coletivo: Alessandro Ricardo Campos, Anderson Johnny dos S. Nunes, Arthur Leandro, Kátia Simone Alves Araújo, Renato Trindade, Mametu Nangetu, Mametu Deumbanda, Táta Kinamboji, Táta Kamelemba, Muzenza Vanjulê. Pará/ BR, 22 min, 2012). Sinopse: Ação educativa e prática de saberes culturais na construção da educação ambiental na comunidade do Terreiro Mansu Nangetu.
23 de março, 15h - Terreiro de Iyá. (Documentário, direção: Artur Arias Dutra, Yasmin Alves e Cristiane Salgado. Pará/ BR, 24 mim, 2013). Sinopse: Após a passagem da centenária Mãe Etelvina, líder espiritual da Tenda São Jorge e Jarina na Ilha de Cotijuba (PA), acompanhamos o ritual onde os filhos mais velhos, Seu Manoel e Dona Roberta, assumem os trabalhos no terreiro. Um registro raro que compõe o documentário sobre esta comunidade religiosa.

15:30 -  Terreiro de Mina. (Documentário, direção Edvaldo Moura, Pará/BR, 2013). Sinopse: documentário sobre o Terreiro de Mina Nanã Buruquê, que completou 30 anos em 2013, na cidade de Castanhal/PA. Através das imagens do terreiro e do depoimento de Mãe Ana Rita, o curta mostra a beleza da Umbanda e da religiosidade afrobrasileira. Vencedor do V Festival de Curta Metragens Curta Castanhal, em 2013, na categoria geral.