segunda-feira, 19 de junho de 2017

Racismo que com ferro fere, será ferido...


Nós de Aruanda artistas de terreiro 2017, parte 1: exposição no Centro Cultural da Justiça Eleitoral - Rua João Diogo 254, Campina, Belém/PA (referência: Pça da Bandeira)

Título: Racismo que com ferro fere, será ferido...

Categoria artística: ritual poético de resistência negra.

Artistas propositores: Táta Kinamboji e Babá Kysudan
Realização: coletiva - povo tradicional de matriz africana.

Argumento: Ritual de Combate e eliminação do racismo que resulta em violência letal contra autoridades de matriz africana. A família de Nkôsi tem uma grande ligação com assuntos correspondente a justiça. Na tradição dos povos de Cabinda, as pessoas colocam pregos, parafusos e outros objetos cortantes em uma estátua ou uma árvore, Cada prego deste é um contrato, um pedido, uma luta a ser lutada, que só serão retirados quando a demanda for vencida. A ação ressalta a violência letal contra autoridades tradicionais de matriz africana, que tem acontecido em Belém desde 2015 - período em que temos observado uma franca e extrema violência letal contra pais e mães de santo. É muito grave a violência que se acentua por ódio religioso . A conclusão óbvia é que o alvo dos assassinos são as práticas tradicionais de matriz (origem) africana, e que é o racismo que move a violência contra os terreiros.... colocamos um prego no coração de cada assassino de pais e mães de Santo.


terça-feira, 15 de novembro de 2016

Bambarê - Face Negra Face.

postado em 13 de novembro de 2016 no Facebbok de Socorro Patello.




Hoje Arthur Leandro levou-me ao Teatro da Fibra, na Gentil Bittencourt. A temática do magnífico espetáculo - imperdível - foi sobre a resistência, a resiliência e as lutas do povo negro que foi escravizado e trazido para o Brasil. A apresentação do Grupo Banbarê foi impecável e vibrante: um show onde o figurino, as falas, as músicas, a história, os questionamentos, fazem de "Face Negra Face - a história que não foi contada", a trágica busca, de ontem e hoje pela justiça, equidade e solidariedade, clamada pelo povo negro e suas culturas que, de fato, construiu a imagem do Brasil com sua arte, desde a culinária, passando pela dança, a linguagem negra que mudou o português de Portugal, passando a ser o português do Brasil, criando uma língua própria que nem é entendida no continente europeu, com palavras banto (por ex.: moleque, marimbondo, cafuné, despacho, camundongo, quiabo, caçamba, quitanda, corcunda, babaca), os batuques, o carnaval, o samba, as tradições orais, passadas de geração a geração e infelizmente, a opressão, a hipocrisia racista, o preconceito que continuam aguilhoando a liberdade do povo que povoou o gigante país chamado Brasil . Como seria bom que fosse apresentado em todas as escolas e as crianças pudessem aprender através da arte, as sensíveis lições que assisti esta noite.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Crônica da morte anunciada.



#CronicaDaMorteAnunciada
#RacismoReligioso
#genocidionegro
#ecossistematropical
#LutarÉUmDireito

Crônica da morte anunciada, ação Ecossistema Tropical 2.0



Projeto Ecossistema Tropical 2.0, edição Belém PA.
A ação ressalta a violência letal contra autoridades tradicionais de matriz africana, que tem acontecido desde final de 2015 - período em que temos observado uma franca e extrema violência contra autoridades tradicionais de matriz africana. Conforme notícias originadas da imprensa paraense. Consideramos muito grave a violência que se acentua por ódio religioso contra as tradições de matriz africana no Brasil, seus lugares de culto, seus símbolos e suas autoridades.
A conclusão óbvia é que o alvo dos assassinos dos pais de santo são as práticas tradicionais de matriz (origem) africana, e que é o racismo que move a violência contra os terreiros

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O ECOSSISTEMA TROPICAL 2.0 é uma cartografia coletiva, que será desenvolvida ao longo de 4 encontros promovendo através de laboratórios públicos um circuito em mixagem com seminários descentralizados, apresentações orais, transmissões ao vivo e ações urbanas. Seu resultado final sera a elaboração de uma cartografia sobre uma nova abordagem da apropriação e ocupação do espaço público desenvolvida por grupos que trabalham em formato coletivo e em rede em diferentes capitais do país. Essa nova abordagem está relacionada à lógica de trabalho e organização de artistas que trabalham com a apropriação do espaço público na transição para a última década, passam de sistema “fechado” de coletivo para uma atuação amplificada em rede. Os encontros, que serão realizados nas cidades de Belém - PA, Salvador - BA, Rio de Janeiro - RJ e São Paulo - SP; contarão com a presença de 9 coletivos que trabalham com intervenções urbanas advindos de 4 regiões brasileiras distintas.
Será publicada uma cartografia impressa do conteúdo gerado nestes encontros.

Este projeto foi contemplado pelo "Programa Funarte Rede Nacional de Artes Visuais 12ª edição".


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Não, o Brasil não vai quebrar. Só ficará mais indecente!

Não, o Brasil não vai quebrar. Só ficará mais indecente!
13 DE OUTUBRO DE 2016 / PALAVRASINISTRA
classe-media-nao-quer-direito-quer-privilegios-milton-santos

Prestem bastante atençao porque a coisa é simples. O Brasil não vai quebrar nem amanhã e nem depois de amanhã. Se rouba nesse país desde a chegada da primeira caravela mas agora a culpa de tudo é a roubalheira promovida pelo PT. Não digo que o PT não roubou, mas se roubou não foi o único.  O sistema político brasileiro é estruturado em cima da lógica da roubalheira, o PT foi amador e arrogante e caiu na armadilha montada pelos seus “mui amigos” que só esperavam uma oportunidade para pôr a boca na botija, como se dizia antigamente.

A roubalheira sempre existiu, existe e existirá em nosso país e o Brasil não quebrou e não vai quebrar. Sabem porque? Por que o Brasil é um país extremamente rico. Um dos mais ricos do mundo. Temos um agro-negócio poderoso, muita terra agricultável e grandes rebanhos. Temos reservas infinitas de metais raros, de petróleo (o pré-sal) e água, muita água, desde os aquíferos subterrâneos que o mundo inteiro quer, aos gigantescos rios voadores que se formam na floresta amazônica e viram chuvas que irrigam todo o país e nossos vizinhos.

E o povo? Ah, temos o melhor povo do mundo, sem dúvida nossa maior riqueza. Um povo diverso, bonito, criativo e compassivo. Basta qualquer idiota engravatado dizer: “não pense em crise, trabalhe” , que lá está nosso dileto povo dando o seu melhor em prol do país.

Não há como o Brasil quebrar. Está se fazendo agora o que sempre se fez, um discurso de terror e doutrinação que visa apenas manter os privilégios de nossas elites. As ilhas de conforto e prazer, onde não se vê o gradiente de cores que conforma nosso povo. Gradiente este que o PT, Lula e Dilma, ousaram trazer para as ilhas de conforto em espaços que ela considera como exclusivamentes seus como os aeroportos, universidades, profissões consideradas de elite como medicina, direito, engenharia etc.

O que querem nesse momento é que você se sinta culpado. Sentindo culpa você será incapaz de analisar a realidade e aceitará com mais passividade a verdade que lhe querem incutir na mente. Você não é culpado por nada. Não é seu benefício ou aposentadoria que quebra a providência. Há vários especialistas sérios que falam isso, e eles não são do PT.

A estratégia é fazer mais dinheiro, do tanto que se tem, sobrar para alimentar uma voraz engrenagem de corrupção que se alimenta do seu, do meu, recurso público e vai para muitos bolsos e contas secretas aqui e no exterior.

Todos se uniram para nos roubar como fazem os pequenos bandos dos centros urbanos e não temos a quem recorrer, pois até mesmo a Justiça, está envolvida neste grande plano. Só nos resta, a nós cidadãos, abrirmos nossa mente, nos informar e nos defender dos ladrões furtivos que estão contando exatamente com nossa passividade para tirar de nós aquilo que conquistamos ao longo de séculos, notadamente nos últimos 30 anos.

É hora de deixarmos a passividade de lado e partirmos para a luta, pois nosso povo está só na luta por seus direitos, uma vez que nossas principais lideranças políticas foram estrategicamente anuladas como preparação a este ataque que nosso povo está sofrendo. Precisamos reagir e transformar em guerra o massacre que estamos sofrendo.

É hora de o povo brasileiro ir à luta!

Marcio Alexandre
Editor da PLAVRASINISTRA

VER publicação original em Palavra Sinistra


Solidariedade a Melk Gaya Sá e Cecel Kandoshi.

Vejo artistas se manifestando, em redes sociais, denunciando agressão e violência contra dois atores retirados do cortejo do Auto do Círio por solicitação da organização do evento e ação de policiais. Foram eles: Melk Gaya Sá e Cecel Kandoshi.
Eu também me manifesto! Digo que: seja o que for que tenha acontecido, não justifica o uso das forças de repressão e a agressão contra artistas.
E proponho aos artistas da organização, tanto os professores e estudantes da UFPA,quanto aqueles que respondem ao chamado para a participação no projeto, que provoquem a discussão aberta sobre esta e outras ocorrências, de preferencia em audiência pública.
Eu adiciono mais um ponto na pauta de discussão: Não foram todos os artistas envolvidos no espetáculo (sequer todos os que organizaram e mobilizaram apresentações nos três palcos do trajeto do cortejo) que foram registrados no programa impresso que foi distribuído pelas ruas do centro histórico, e considero importantíssima a reedição do programa, dando créditos a todos os artistas que participaram do espetáculo, inclusive os grupos comunitários.



O Auto do Círio é um programa de extensão universitária, criado, em 1993, pelas professoras Zélia Amador de Deus e Margareth Refkalefsky como uma proposta de revitalizar o Centro Histórico de Belém por ocasião das festividades do Círio de Nazaré, e porporcionar o exercício a prática do ensino das artes por meio do teatro de rua. O projeto é desenvolvido pelo Instituto de Ciências da Arte (ICA), com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Universidade Federal do Pará.
Este ano de 2016, sob a direção cênica e coordenação geral dos artistas Adriano Furtado e Tarik Coelho, com a proposta de proporcionar para a comunidade uma reflexão sobre sua relação com a história, cultura e religião da cidade, teve cerca de 20 pessoas na organização, entre professores e estudantes da UFPA, e artistas que  se integram na proposta do projeto.




quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Ngomba d'Aruanda, mídia livre que combate ao racismo.

Projeto Ngomba d'Aruanda na Rádio Beco da Cota, é um projeto de mídia étnica e racial que difunde os valores civilizatórios da matriz africana na diáspora brasileira, e prima pelo combate ao racismo e pelo fortalecimento de redes solidárias das lutas sociais e das lutas pela valorização das culturas negras, com protagonismo negro, de povo tradicional de matriz africana (terreiro) e de juventude de terreiro.
Participação de Mãe Nalva de Oxum e Babá Tayando no programa Ngomba d'Aruanda na radio Beco da Cota em 15 de setembro de 2016

Funciona a partir da "Casa do Tempo", uma organização de base comunitária para a preservação das tradições de matriz africana que funciona provisoriamente no bairro da Cremação, em Belém do Pará, articulada com a REATA - Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana, com terreiros e organizações do Movimento Negro no Estado do Pará, e também articulada com organizações de outros estados brasileiros, como o Centro de Referência Pan-africanista Beco da Cota Cultural, de São Luís do Maranhão (mantenedor da rádio Beco da Cota), e com a Kizomba Nacional: Articulação pela vida das juventudes dos povos tradicionais de matriz africana e terreiro.
O programa que fazemos na webRádio BECO DA COTA transmite conteúdos de lutas sociais, difunde e divulga tanto os agentes, quanto as culturas negras amazônidas e brasileiras,  e esses programas são registrados em transmissões audiovisuais pelas redes sociais (Facebook, Instagram, Whatsapp e Twitter) que permitem a interatividade e a participação ativa na programação.
As entrevistas com autoridades e lideranças de matriz africana e do movimento negro,  buscam a reflexão da participação social na luta por direitos de cidadania e, em especial, investe em conteúdos para a implementação da Lei 10.639/03 . Todo o projeto de mídia do Ngomba d’Aruanda é utilizado como mecanismo de educação tradicional e pode ser utilizado no ensino formal, já que todo esse arquivo se constitui como um acervo de experiências do patrimônio cultural afro-amazônico que pode e deve ser utilizado pelas escolas.





Projeto Ngomba d'Aruanda - Comunicação social comunitária de povos tradicionais de matriz africana
Centro de Referência Pan-africanista Beco da Cota Cultural

Rádio Beco da Cota - https://ewe.branchable.com/

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Cinema e cultura para Cosme e Damião.

Uma programação diferente para celebrar uma tradição milenar. Dia 27 de setembro no CEDENPA - Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará, a partir das 10h, tem Cosme e Damião -  uma recriação da celebração para as divindades africanas Ibeji, nas tradições iorubá e jeje, e Nvunji, nas tradições bantu. 

A celebração é para a divindade da brincadeira, da alegria cuja regência está ligada à infância, e que está presente em todos os rituais de tradições africanas reconstruídas na diáspora brasileira. A divindade que rege a alegria, a inocência, a ingenuidade da criança, a divindade que cuida de cada ser humano desde bebê até a adolescência, independente do orixá que cada um carrega, divindade que representa tudo de bom, belo e puro que existe; uma criança pode nos mostrar seu sorriso, sua alegria, sua felicidade, seu engatinhar, falar, seus olhos brilhantes.
Para promover a celebração da felicidade e demarcar a tradição africana do culto divino para a felicidade infantil, é que várias organizações do movimento social negro se juntaram para realizar um evento cultural com cineclube em duas sessões de filmes de curtas metragens infanto-juvenis, informações e músicas afro-brasileiras em programa de rádio e contação de histórias e animação da garotada.

Programação:
Cineclube com filmes infantis, início as 10h (manhã) e as 15:30 (tarde)
Programa Ngomba d'Aruanda na Rádio Beco da Cota - das 12 as 15h (https://ewe.branchable.com/)
a partir das 17h contação de história, animação da garotada

CEDENPA - endereço: Rua dos Timbira, Passagem Paulo VI, 244 - Cremação, Cep 66.045-040 Belém-PA-Amazônia-Brasil, Fone-(091) 3223 1728.

O evento é uma articulação de diversas organizações negras:
Casa de Tempo
Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará - CEDENPA
rede [aparelho]-:
Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana - REATA
Fórum Permanente Afro-religioso - Pará/ FOPAFRO
Fórum da Juventude Afro-Amazônica
Kizomba Nacional - Articulação pela vida das juventudes dos povos tradicionais de matriz africana e terreiro
Projeto Ngomba d'Aruanda - Comunicação social comunitária de povos tradicionais de matriz africana
Centro de Referência Pan-africanista Beco da Cota Cultural
Rádio Beco da Cota - https://ewe.branchable.com/