quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Reunião do Colegiado Setorial de Culturas Afro-brasileiras/ CNPC - MinC.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

DOCENTES DA UFPA COM DILMA EM FAVOR DAS POLÍTICAS DE VALORIZAÇÃO DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS

DOCENTES DA UFPA COM DILMA
EM FAVOR DAS POLÍTICAS DE VALORIZAÇÃO DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS


A sociedade brasileira está na iminência de definir que conjunto de forças políticas irá governar o país nestes próximos anos. Mais uma vez nos defrontamos com a necessidade de escolher entre um programa voltado a fortalecer as instituições públicas e outro que aposta no mercado como instância capaz e suficiente em si mesma de organizar a vida social.
A memória dos anos 1990 ainda é bem viva em todos aqueles que estudaram ou trabalharam em uma instituição federal de ensino superior. Foram anos desastrosos para as Universidades, que só agora, e a muito custo, estamos conseguindo superar.
É preciso, pois, lembrar aos que porventura esqueceram, e alertar as novas gerações, do imenso perigo que estamos a passar. A eventual eleição do candidato do PSDB, Aécio Neves, representa um risco de enormes proporções. Abaixo destacamos alguns traços denunciadores da situação que vivíamos nos anos 1990.
Ø  Não se investia em instalações físicas, compra de equipamentos ou de livros. Os laboratórios eram extremamente precários e deteriorados; os banheiros eram abjetos, a falta d’água era constante, e a limpeza esporádica; as salas de aula eram desconfortáveis e muitas vezes sequer tinham carteiras em número suficiente para os estudantes matriculados.
Ø  Os orçamentos das Universidades eram insuficientes para as despesas mais comezinhas, como pagar as contas de água, luz ou telefone.
Ø  Os concursos para professores e técnicos eram raros e excepcionais. O corpo docente era recomposto quase que exclusivamente pela contratação de professores substitutos. Ademais, praticamente não havia possibilidade de expansão de vagas e abertura de novos cursos.
Ø  Em conformidade com sua política de desvalorização e esvaziamento das Universidades, o governo do PSDB praticou uma política salarial extremamente restritiva, sem reajustes, e com a implantação de uma série de "gratificações" que visavam comprimir os vencimentos e aposentadorias, resultando numa enorme precarização da atividade docente.
Ø  As bolsas disponíveis para alunos de graduação, pós-graduação e pesquisadores eram em número ínfimo e seus valores mantiveram-se inalterados por praticamente todo o período do governo FHC.
Sabemos bem que a vida universitária não pode ser plenamente capturada e reduzida a uns tantos dados quantitativos. Mas tampouco prescinde deles. Por isso, listamos abaixo, a título de exemplo, alguns dados que julgamos expressivos (alguns deles de âmbito nacional e outros relativos à UFPA – fontes: CNPq; Capes; Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - MPOG; UFPA).
ü    O orçamento da Capes, considerando-se apenas os valores destinados às rubricas bolsas e fomento, aumentou 9 vezes, passando de R$ 580 milhões (2004) para R$ 5,3 bilhões (2013). Destaque-se, quanto a isto, a implantação de um novo programa de bolsas – PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) – voltado para estudantes de licenciatura, com o intuito de estimular a carreira docente e estreitar a relação entre IFES e as Escolas de ensino básico.
ü O MCT, por sua vez (que abriga o CNPq e Finep), teve seu orçamento aumentado em 3,8 vezes, passando de R$ 2,5 bi (2002) para R$ 9,5 bi (2014);
ü Registre-se a criação de duas novas Universidades Federais no Pará (UFOPA e UNIFESSP), potencializando a interiorização do ensino superior de graduação e a pós-graduação, assim como fortalecendo a pesquisa e as ações de extensão.
ü Criação e efetivação de programas de grande magnitude e impacto científico e tecnológico, como o Ciências sem Fronteiras.
ü O orçamento da UFPA (entre 2002 e 2013) teve aumento de 7,2% em termos reais, passando de R$  261.664.115,46 para R$ 880.879.535,09, sendo mais expressiva essa elevação ao se considerar que as novas Universidades passam a deter orçamentos próprios, sendo que diversos campis do interior que antes faziam parte da UFPA passam a compor as novas unidades federais.

ü Mesmo com a criação das novas universidades e portanto desmembramento de diversos campis do interior, o nº de professores efetivos/UFPA aumentou 10,53% entre 2002 e 2013 (e a relação professor substituto/efetivo baixou de 16,22% para 8,76%), ou seja, cresceu o número de efetivos de 2.249 para 2.486 e os temporários (substitutos) diminuiram de 365 para 218.
ü Houve um acréscimo de 8,27% no nº de técnico-administrativos/UFPA (entre 2002 e 2013), novamente desconsiderando as redistribuições às novas universidades.
ü A quantidade de estudantes de graduação/UFPA, somente capital (entre 2002 e 2013) teve um crescimento de 28%.
ü O nº de bolsas de iniciação científica destinadas exclusivamente a estudantes de graduação/UFPA (entre 2002 e 2012) aumentou em 249% (passando de 281 para 983 bolsas).
Apesar dos inúmeros desafios ainda a enfrentar, não nos enganemos, vitoriosas as forças que a candidatura Aécio representa, teremos anos muito difíceis pela frente. Por isso, concitamos a todos/as que partilham dessa mesma preocupação a desempenhar um papel ativo no sentido de divulgar essa mensagem e conversar com seus colegas, alunos, amigos, familiares alertando-os acerca da gravidade do momento.
Assinam Docentes da Universidade Federal do Pará.

AFONSO WELINGTON NASCIMENTO FAED/ABAETETUBA
ALBERTO DAMASCENO ICED
ALEXANDRE CALS ICED
AMÉLIA MESQUITA ICED
ANA CLEIDE MOREIRA PPGP
ANA LÚCIA BENTES   FAED/CAMPUS CASTANHAL
ANDERSON OLIVEIRA MAIA  CCSE
ARI LOUREIRO ICSA
ARMANDO LÍRIO ICSA
CARLOS BORDALO IFCH
CARLOS MACIEL ICSA
CLARICE MELO ICED
CLEIDIANNE NOVAES ICSA
DANILO FERNANDES PPGE/FACECON/ICSA
EDELA SANTOS IFCH
EDNA ABNEN ICED
ELIAS DINIZ SACRAMENTO CAMPUS CAMETÁ
ELIAS DINIZ SACRAMENTO IFCH
EMINA SANTOS ICED
EUNICE GUES IFCH
FERNANDO ARTHUR NEVES IFCH
FLÁVIA LEMOS ICED
FRANCISCO DE ASSIS COSTA NAEA
GENILTON ROCHA ICED
HÉLIO MAIRATA ICSA
JOÃO CARLOS CRUZ IGC
JOSÉ ALBERTO VASCONCELOS ICJ
JOSÉ RAIMUNDO TRINDADE ICSA
MAURÍCIO LEAL DIAS ICJ
MAURÍCIO LEAL DIAS IFCH
NÁDIA FIALHO ICSA
NEI CRISTINA DE OLIVEIRA ICED
ORIANA DE ALMEIDA NAEA
ORLANDO NOBRE DE SOUZA FAED/ICED
PERE PETIT IFCH
RAIMUNDO LEITE ICED
RICARDO BRUNO ICSA
SANDRA HELENA CRUZ  ICSA
SÉRGIO NUNES IFCH
SÉRGIO RIVERO ICSA
SILVIA CRUZ ICS
SOCORRO COELHO ICED
TELMA GUERREIRO ICED
WELSON CARDOSO ICSA
WILSON BARROSO ICED
ZÉLIA AMADOR DE DEUS ICA
REINALDO NOBRE PONTES ICSA
SOLANGE GAYOSO ICSA
CILENE BRAGA ICSA

ANTONIA 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Terceira Égua - Sarau do corpo poelytico.


Pelo terceiro ano consecutivo a rede [aparelho]-: se junta com outros coletivos artísticos para realizar a “Égua – sarau do corpo poelytico”, um evento de experimentação poética e rodas de conversas sobre processos de resistências e processos criativos de caráter político nas artes e nas culturas amazônidas.
local: *casa reduto 560> casa de amigxs que está recebendo a égua. Fica na> Rui Barbosa 560, entre Aristides lobo e Ó de Almeida, Belém/PA.

> ÉGUA> fêmea do cavalo > do latim, eqŭa, Classe gramatical> interjeição e substantivo feminino. Figura pejorativa= pessoa ignorante ou grosseira, No Brasil = meretriz, ploc, aquela que se prostitui . ÉGUA >>Vírgula Do paraense, Usada entre mil frases ditas, Usada Pra todas e quaisqueer as situações, ou seja, ta na Boca do povo, é de qualquer um, não tem Um gueto especifico no Pará que seja detentor da expressão, serve pra qualquer coisa e pra qualquer um, Esta aí.

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A Égua em sua terceira edição, vem reafirmar o espaço de autonomia e liberdade que veio acionando nas duas ultimas edições.nesta versão 2000&catarzy (2014 para as não entendida) discutiremos as potencialidades do corpo como instrumento de re-existência e descolonização. O corpo trans-cotidiano, corpo trans-amazonic, corpo que se pinta pra guerra e pra festa.

PROGRAMAÇÃO:
Sexta-feira (17/10) a partir das 18:00h (Casa Reduto 560)*
Abertura da Exposição das Éguas
(instalação com resíduos da 1ª e 2ª Égua e convidadxs)
Karaoqueer (karaokê todxs se jogar na canção)
Venda de comidinhas Bebidas (uns bons drink pra aliviar o calor)

Sábado (18/10) a partir das 17:00h (Casa Reduto 560)*
Quem: Éguas + Nós de Aruanda + Vacas Profanas e + TodXs
cheguem junto

Domingo (19/10) a partir das 19:00h
>PYRIGÓTICAS
(Festa dançante-ambulante na praça da República)
MYCARETA COM BYKE SOM

LEONA ASSASSINA VINGATIVA
dj-performer > sid manequim
dj-performer> noite suja
microfone aberto
Troca troca de figurinos, makeups, saltos...

SE QUISER PROPOR ALGUMA >> É SÓ FALAR GENTY.
a programação pode ser composta por mais propostas. a gente pode ir organizando juntxs. Enviem o que desejarem, um audio, vídeo, um alo alo, uma conversa uma performance por skype, ,,,

*casa reduto 560>
casa de amigxs que está recebendo a égua. Fica na>
Rui Barbosa 560, entre Aristides lobo e Ó de Almeida.
Por favor não levar racismo intolerância machismo e nem chatice.
beijos lá
lá onde tu quiseres

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Carne de viado é ouro! Performance de Leandro Haick - sábado 19h.

Viado em guerrilha. Sábado, dia 11 de outubro, a partir das 19h. Percurso: Igreja da Sé até a Festa das Filhas da Chiquita. 




O corpo é pátria das resistências, ponto de saída, encruza festiva e generosa. Dialogar com o tempo e os espaços em que se vive é reconhecer a sua fome. Ter a percepção daquilo que nos foi negado, onde o estado de miserável antes nos foi colocado, não deve por nós ser aceitável como forma de destino divino. Torna-se necessário sermos violentos, deslocamento do lugar que nos é esperado. Criar-se, existir em todos os espaços, ser corpo-Deus fazendo o nosso próprio reinado, ocupação espacial transgressora. Provocar o outro a lançar-se contigo ao sedutor abismo, sem direito de salvação, sem medo do erro, desnudando-se para outras perspectivas também possíveis, para evocar corpos combativo-afetivos através da linguagem performativa, evidenciando uma poética de guerrilha, uma forma de estimular o olhar através de uma estética de vertigem, favorecendo aos transeuntes outras formas de percepção de mundo, didática do choque!

O corpo é pátria das resistências, ponto de saída, encruza festiva e generosa. Dialogar com o tempo e os espaços em que se vive é reconhecer a sua fome. Ter a percepção daquilo que nos foi negado, onde o estado de miserável antes nos foi colocado, não deve por nós ser aceitável como forma de destino divino. Torna-se necessário sermos violentos, deslocamento do lugar que nos é esperado. Criar-se, existir em todos os espaços, ser corpo-Deus fazendo o nosso próprio reinado, ocupação espacial transgressora. Provocar o outro a lançar-se contigo ao sedutor abismo, sem direito de salvação, sem medo do erro, desnudando-se para outras perspectivas também possíveis, para evocar corpos combativo-afetivos através da linguagem performativa, evidenciando uma poética de guerrilha, uma forma de estimular o olhar através de uma estética de vertigem, favorecendo aos transeuntes outras formas de percepção de mundo, didática do choque!

A carne de viado é ouro, nos propõe o percurso inverso da santa (Trasladação), enquanto a santa de madeira sai do colégio Gentil, simultaneamente a “santa” de carne e osso começa seu traslado a partir da igreja da Sé, às 19h. Precipitando-se ao abismo das ruas, inundadas por um rio de gente fervorosa em busca de quem os possa salvar.

Leandro Haick.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Conversa sobre a Lei Valmir Bispo (adesão de Belém/PA ao Sistema Nacional de Cultura) e as culturas afro-brasileiras.


Nesta sexta-feira, 18 de julho, estive no gabinete da vereadora Sandra Batista  (PCdoB-PA) e falamos do processo que resultou nas conquistas do Colegiado Nacional Setorial de Culturas Afro-brasileiras no Conselho Nacional de Política Cultural do Ministério da Cultura, e que agora precisamos fazer alterações na Lei Valmir Bispo para que essas conquistas se reflitam também no Município de Belém.
Falamos da necessidade de equilibrar a relação de forças entre as linguagens artísticas de origem eurocêntrica e as manifestações artísticas que preservam os valores civilizatórios africanos no Brasil, e assim equilibrar os investimentos para atender tambem a estética de origem africana.
A vereadora se comprometeu a participar, junto com os conselheiros paraenses das culturas afro-brasileiras, da audiência pública que acontecerá na Secretaria Geral dos Conselhos da UFPA em 31 de julho, e disse que é uma oportunidade ímpar de colher mais argumentos e aprofundar essa discussão.
Para ela, também é importante que esse debate aconteça dentro da Câmara Municipal de Vereadores e disse que vai procurar o presidente da Comissão de Cultura da Câmara, vereador Fernando Carneiro (PSoL-PA) e levará e ele os argumentos apresentados e a proposta de um debate com a representação afro-brasileira no MinC e a Presidente da FUMBEL, Profa. Heliana Jatene,

Valores Civilizatório Afro-brasileiros, do site A Cor da Cultura.

CIRCULARIDADE
Todos nós conhecemos o prazer que advém do ato de sentar em roda com amigos para contar histórias, fazer música, brincar com jogos ou manifestar a religiosidade. Os próprios valores civilizatórios são bons exemplo de circularidade. A vida é cíclica. Podemos estar muito bem agora e numa posição ruim depois até que voltemos a um estado satisfatório. A humanidade inteira permanece unida por este sentimento circular.

“O terreiro tem o papel importantíssimo de resgatar a Mãe África, mesmo que através de uma nostalgia, de um lamento. E é esse território representado pelo círculo que vai reaparecer em várias atividades, de cunho religioso e também no espaço lúdico. Essa mesma roda está presente na capoeira, no jongo, no tambor de crioula, na gira da umbanda e no samba”.
RELIGIOSIDADE
Para a nação afro-descendente, religiosidade é mais do que religião: é um exercício permanente de respeito à vida e doação ao próximo. A propósito, em tempos de tanta violência gratuita, vale pontuar que a vida é um dom divino, de caráter transcendental, e deve ser usada para cuidar de si e do outro.

“A cada dia acontece uma lição de vida. Aprende-se de tudo, a comunicação com os mais velhos, com os mais novos, o trabalho em grupo fazendo-se o que gosta ou que não gosta; e, sobretudo, aprende-se o gosto pela vida, numa estreita relação com o Orixá” (Mãe Stella)
CORPOREIDADE
Este conceito nos ensina a respeitar cada milímetro do corpo humano, que deve estar presente em cada ação e em diálogo com outros corpos. As demandas corporais devem ser consideradas. Afinal, o corpo atua, registra nele próprio a memória de várias maneiras, seja através da dança, da brincadeira, do desenho, da escrita, da fala. Das músicas às danças, com tudo o que elas anunciam e denunciam. Os corpos dançantes revelam memórias coletivas.

“Aprendemos que as danças circulam e que o corpo informa sobre a vida de cada dançarino” (Antonio Nóbrega)
MUSICALIDADE
Famosa no mundo inteiro pela sua qualidade inconteste, a música brasileira tem os dois pés bem fincados no Continente Negro. Quem resiste aos encantos de uma batucada? A musicalidade, a dimensão do corpo que dança e vibra em resposta aos sons só reafirma a consciência de que o corpo humano também é melódico e potencializa a musicalidade como um valor.

“O som é o ponto de partida dos primeiros habitantes do globo terrestre rumo à formação dos primeiros agrupamentos humanos que, no curso da evolução, irão constituir a nossa civilização. A importância da música, da qual o som é a matéria-prima, é superior à descoberta do fogo, ou à invenção da roda ou da imprensa” (Charles Murray)
MEMÓRIA
Para despertar o sentimento de afro-brasilidade e, sobretudo, de orgulho ao exibi-la, é necessário mexer no eixo do racismo e da memória: o racismo como algo a ser enfrentado e a memória para que a presença africana que habita em nós possa emergir livremente.
ANCESTRALIDADE
Quando se pensa em ancestralidade, faz-se uma imediata ponte com a história e a memória. Convém não esquecer o passado. Não há fórmulas complexas para vivenciar o que é, de fato, a ancestralidade. Quer provar? Então saia em busca do relato dos mais velhos, que trazem o rico imaginário afro-brasileiro.

“A memória compõe nossa identidade. É por intermédio da memória que construímos nossa história. Ao construir a memória, construímos lembrança, que para existir precisa do outro e necessita ser compartilhada. Assim também é a obra de arte” (Franklin Esparth Pedroso)
COOPERATIVISMO
Falar sobre cultura negra requer usar a palavra ‘coletivo’. Pensar em africanidades é pensar em comunidade, em diversidade, em grupo. Imaginem o que teria acontecido com a população negra num sistema escravocrata se houvessem desprezado o princípio da parceria, do diálogo, da cooperação? E ainda nos dias que corre, nesta sociedade racista excludente?

“Durante séculos os povos da África Central tinham lidado com a diversidade étnica, desenvolvido tradições religiosas comuns e compartilhado formas culturais. Essas habilidades eles as transmitiram para o Brasil, onde utilizaram indiscutivelmente técnicas similares para lidar com a diversidade cultural” (Karasch)
ORALIDADE
Herança direta da cultura africana, a expressão oral é uma força comunicativa a ser potencializada. Jamais como negação da escrita, mas como afirmação de independência. A oralidade está associada ao corpo porque é através da voz, da memória e da música, por exemplo, que nos comunicamos e nos identificamos com o próximo.

“Griots são contadores de histórias fundamentais para a permanência da humanidade: são como um acervo vivo de um povo. Carregam nos seus corpos lendas, feitos, canções e lições de vida de uma população, envoltos numa magia própria, específica dos que encantam com o corpo e com sua oralidade” (Gregório Filho)
ENERGIA VITAL
O princípio do axé é a vontade de viver e aprender com vigor, alegria e brilho no olho, acreditando na força do presente. Em nada se assemelha a normas, burocracias, métodos rígidos e imutáveis. Pelo contrário. Tudo é uma possibilidade para quem é guiado pelo axé.

“Perdi os dedos, mas não a força e a vontade de esculpir. Aprendi a usar os joelhos como quem usa os pés. Amarrei os instrumentos às mãos para continuar a trabalhar. Afinal, a criação nasce na cabeça, não na ponta dos dedos” (Heróis de Todo Mundo, programa sobre Aleijadinho)
LUDICIDADE
Entre suas variadas utilidades, os jogos sempre viabilizaram o aprendizado. Também serviram para transmitir as conquistas da sociedade em diversos campos do conhecimento. Quando os membros mais velhos de um grupo revelam aos jovens como funciona um determinado jogo de tabuleiro, por exemplo, eles transmitem uma série de conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural daquele grupo.

“Antigamente, o jogo era associado a ritos mágicos e sagrados. Dependendo do lugar, era reservado apenas para os homens, ou para os homens mais velhos, ou, ainda, era exclusivo dos sacerdotes” (Os Melhores Jogos do Mundo)

domingo, 22 de junho de 2014

Propostas para o Conselho Municipal de Política Cultural de Belém/PA.

Cada candidato tem de apresentar uma plataforma de propostas de política cultural para o CMPC, estas aqui foram elaboradas em rodas de conversa da rede [aparelho]-: e do instituto Nangetu, eu apenas fiz algumas atualizações e apresento como as propostas da minha candidatura como conselheiro de Artes Visuais do CMPC de Belém/PA.
  • Reformular a Lei Valmir para garantir a presença da diversidade cultural de Belém no CMPC, em especial atendendo ao que já está em tramitação no CNPC/MINC, a saber: o desmembramento da única cadeira de "Culturas Afro-brasileiras" em outras cinco representações:

1. Expressões artísticas culturais afro-brasileiras (afirmação dos valores civilizatórios afro-brasileiros na cultura);
2. Culturas de Povos Tradicionais de Matriz Africana (povos de terreiros);
3. Capoeira;
4. Cultura Hip-hop (culturas de juventude negra de periferia); e
5. Culturas de Comunidades Quilombolas
  • Fomentar debates sobre a visualidade amazônica com mestres das culturas tradicionais e populares, principalmente para valorizar o diálogo das artes visuais com a produção de visualidade das Culturas Tradicionais e Populares amazônicas.
  • Fomentar em cada distrito ou bairro, a criação e funcionamento de Centros de referência da diversidade cultural, garantindo a presença das culturas tradicionais de terreiros de matriz africana com bibliotecas, brinquedotecas, videotecas, discotecas especializadas em culturas afro-amazônicas, assim como espaço para formação, produção e difusão das culturas afro-brasileiras e para a formação, produção e difusão em audiovisual, artes visuais, teatro, dança, artesanato, moda e outras linguagens desde que com caráter étnico afro-amazônico;
  • Criar política de incentivo à criação e funcionamento de rádios e TVs comunitárias, e outras formas de mídias comunitárias, para divulgação e valorização da diversidade cultural, em especial as culturas dose Povos Tradicionais que são as de menor espaço na dita grande mídia.
  • Promover o intercâmbio entre artistas e produtores culturais de Belém com outras cidades da Pan-Amazônia.
  • Incentivar e fomentar a formação de redes de movimentos culturais, primando pela participação em associação colaborativa e solidária;
  • Ampliar os incentivos e fomentos à troca de experiência horizontal entre produtores culturais e artistas, através de circuito de eventos temporários – rodas de conversas e residências que promovam a convivência e que valorize, reúna e faça circular horizontalmente os agentes das artes pelos distritos de Belém, pelas regiões do Pará e em todo o território nacional.
  • Criar e fomentar iniciativas de comunicação comunitária, principalmente rádios, e em cada distrito administrativo de Belém, para a produção e veiculação de informações específicas da produção artística e das manifestações culturais, com o protagonismo desses agentes da cultura.
  • Incentivar e fomentar o intercâmbio dos artistas visuais de Belém com experiências artísticas e culturais de outros países da América Latina e Caribe, aproximando a experiência artística de Belém com outras experiências pós-coloniais.
  • Incentivar e fomentar a implantação e o funcionamento de laboratórios livres de produção multimídia, que tenha participação da juventude, ou seja: construir centros de referência da cultura de bairros para, entre outras ações, disponibilizar a jovens artistas os equipamentos de xilogravura, serigrafia, de cerâmica, de experimentação em pintura, de fotografia, de vídeo, de outras mídias eletrônicas – de preferência com software livre – para criar o estimulo à experimentação artística, ao registro da produção cultural, e à difusão da produção dos artistas belenenses.
  • Garantir que a prefeitura crie a infraestrutura necessária, e programas de formação e manutenção de espaços,  para a produção de mídia e construção da memória da produção artística e cultural pelos próprios agentes da cultura.
  • Privilegiar as áreas economicamente periféricas e de menor IDH, para os investimentos em infra-estrutura de equipamentos culturais.
  • Privilegiar as áreas economicamente periféricas para os investimentos em eventos culturais.
  • Promover, incentivar e fomentar a interação e produção coletiva, e a associação colaborativa e solidária entre artistas;
  • Garantir a aplicação do DECRETO Nº 8.243, DE 23 DE MAIO DE 2014, que Institui a Política Nacional de Participação Social - PNPS e o Sistema Nacional de Participação Social - SNPS, na cultura de Belém.

sábado, 17 de maio de 2014

Debate: O PLANO SETORIAL DE CULTURAS AFRO BRASILEIRAS e a implantação do sistema municipal de cultura de Macapá.


19/05/2014, segunda-feira.
Local: Auditório do Museu da Fortaleza de São José de Macapá/ Amapá.
Debate:
O PLANO SETORIAL DE CULTURAS AFRO BRASILEIRAS e a implantação do sistema municipal de cultura de Macapá.
9h - Composição da Mesa de debates: 
1. Lindivaldo Leite Junior, diretor de Fomento e Promoção da Cultura Afro-Brasileira da Fundação Cultural Palmares - MinC
2. Representante da FUNCULT.
3. Representante da IMPROIR.
4. Táta Kinamboji (Arthur Leandro) - Representante do Colegiado Setorial de Culturas Afro-brasileiras no Conselho Nacional de Política Cultural/ CNPC-MinC.
5. Paulo Axé, Conselheiro Nacional de Promoção da Igualdade Racial – CNPIR/ SEPPIR
14:30 - Grupos de Trabalho.
17h - Apresentação de propostas e encaminhamentos.

Proposição: Colegiado Setorial de Culturas Afro-Brasileiras do CNPC/MinC
Organizações da sociedade civil envolvidas:
Associação Beneficente Ylê da Oxum Apará/ ABYOA + Federação dos Cultos Afro-religiosos de Umbanda e Mina Nagô do Estado do Amapá/ FECARUMINA + Instituto Rumpilê + Articulação Amazônica de Povos Tradicionais de Matriz Africana/ ARATRAMA-AP + Centro Cultural e Educacional Nina Souza/ CENS + Liga Independente das Religiões Afro-ameríndias/ LIRA + Federação dos Cultos Afro-brasileiros FECAB-AP + Federação Espírita e dos Cultos Afro-brasileiros do Amapá/ FECAP + Centro de Cultura Afro-Brasileira + Instituto Afro-ameríndio + Fórum de Juventude Negra do Amapá FOJUNE-AP + Movimento Afro Jovem do Amapá/ MOAJA + COLETIVO PRETITUDE + Federação Amapaense de Hip-Hop/ FAHH + Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas/ CONAQ-AP.
Instituições públicas envolvidas:
Ministério da Cultura + Fundação Cultural Palmares + Fundação Municipal de Cultura de Macapá/ FUNCULT + Instituto Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – IMPROIR + Secretaria de Estado da Cultura/ SECULT-AP + Museu Fortaleza São José de Macapá.