quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Carne de viado é ouro! Performance de Leandro Haick - sábado 19h.

Viado em guerrilha. Sábado, dia 11 de outubro, a partir das 19h. Percurso: Igreja da Sé até a Festa das Filhas da Chiquita. 




O corpo é pátria das resistências, ponto de saída, encruza festiva e generosa. Dialogar com o tempo e os espaços em que se vive é reconhecer a sua fome. Ter a percepção daquilo que nos foi negado, onde o estado de miserável antes nos foi colocado, não deve por nós ser aceitável como forma de destino divino. Torna-se necessário sermos violentos, deslocamento do lugar que nos é esperado. Criar-se, existir em todos os espaços, ser corpo-Deus fazendo o nosso próprio reinado, ocupação espacial transgressora. Provocar o outro a lançar-se contigo ao sedutor abismo, sem direito de salvação, sem medo do erro, desnudando-se para outras perspectivas também possíveis, para evocar corpos combativo-afetivos através da linguagem performativa, evidenciando uma poética de guerrilha, uma forma de estimular o olhar através de uma estética de vertigem, favorecendo aos transeuntes outras formas de percepção de mundo, didática do choque!

O corpo é pátria das resistências, ponto de saída, encruza festiva e generosa. Dialogar com o tempo e os espaços em que se vive é reconhecer a sua fome. Ter a percepção daquilo que nos foi negado, onde o estado de miserável antes nos foi colocado, não deve por nós ser aceitável como forma de destino divino. Torna-se necessário sermos violentos, deslocamento do lugar que nos é esperado. Criar-se, existir em todos os espaços, ser corpo-Deus fazendo o nosso próprio reinado, ocupação espacial transgressora. Provocar o outro a lançar-se contigo ao sedutor abismo, sem direito de salvação, sem medo do erro, desnudando-se para outras perspectivas também possíveis, para evocar corpos combativo-afetivos através da linguagem performativa, evidenciando uma poética de guerrilha, uma forma de estimular o olhar através de uma estética de vertigem, favorecendo aos transeuntes outras formas de percepção de mundo, didática do choque!

A carne de viado é ouro, nos propõe o percurso inverso da santa (Trasladação), enquanto a santa de madeira sai do colégio Gentil, simultaneamente a “santa” de carne e osso começa seu traslado a partir da igreja da Sé, às 19h. Precipitando-se ao abismo das ruas, inundadas por um rio de gente fervorosa em busca de quem os possa salvar.

Leandro Haick.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Conversa sobre a Lei Valmir Bispo (adesão de Belém/PA ao Sistema Nacional de Cultura) e as culturas afro-brasileiras.


Nesta sexta-feira, 18 de julho, estive no gabinete da vereadora Sandra Batista  (PCdoB-PA) e falamos do processo que resultou nas conquistas do Colegiado Nacional Setorial de Culturas Afro-brasileiras no Conselho Nacional de Política Cultural do Ministério da Cultura, e que agora precisamos fazer alterações na Lei Valmir Bispo para que essas conquistas se reflitam também no Município de Belém.
Falamos da necessidade de equilibrar a relação de forças entre as linguagens artísticas de origem eurocêntrica e as manifestações artísticas que preservam os valores civilizatórios africanos no Brasil, e assim equilibrar os investimentos para atender tambem a estética de origem africana.
A vereadora se comprometeu a participar, junto com os conselheiros paraenses das culturas afro-brasileiras, da audiência pública que acontecerá na Secretaria Geral dos Conselhos da UFPA em 31 de julho, e disse que é uma oportunidade ímpar de colher mais argumentos e aprofundar essa discussão.
Para ela, também é importante que esse debate aconteça dentro da Câmara Municipal de Vereadores e disse que vai procurar o presidente da Comissão de Cultura da Câmara, vereador Fernando Carneiro (PSoL-PA) e levará e ele os argumentos apresentados e a proposta de um debate com a representação afro-brasileira no MinC e a Presidente da FUMBEL, Profa. Heliana Jatene,

Valores Civilizatório Afro-brasileiros, do site A Cor da Cultura.

CIRCULARIDADE
Todos nós conhecemos o prazer que advém do ato de sentar em roda com amigos para contar histórias, fazer música, brincar com jogos ou manifestar a religiosidade. Os próprios valores civilizatórios são bons exemplo de circularidade. A vida é cíclica. Podemos estar muito bem agora e numa posição ruim depois até que voltemos a um estado satisfatório. A humanidade inteira permanece unida por este sentimento circular.

“O terreiro tem o papel importantíssimo de resgatar a Mãe África, mesmo que através de uma nostalgia, de um lamento. E é esse território representado pelo círculo que vai reaparecer em várias atividades, de cunho religioso e também no espaço lúdico. Essa mesma roda está presente na capoeira, no jongo, no tambor de crioula, na gira da umbanda e no samba”.
RELIGIOSIDADE
Para a nação afro-descendente, religiosidade é mais do que religião: é um exercício permanente de respeito à vida e doação ao próximo. A propósito, em tempos de tanta violência gratuita, vale pontuar que a vida é um dom divino, de caráter transcendental, e deve ser usada para cuidar de si e do outro.

“A cada dia acontece uma lição de vida. Aprende-se de tudo, a comunicação com os mais velhos, com os mais novos, o trabalho em grupo fazendo-se o que gosta ou que não gosta; e, sobretudo, aprende-se o gosto pela vida, numa estreita relação com o Orixá” (Mãe Stella)
CORPOREIDADE
Este conceito nos ensina a respeitar cada milímetro do corpo humano, que deve estar presente em cada ação e em diálogo com outros corpos. As demandas corporais devem ser consideradas. Afinal, o corpo atua, registra nele próprio a memória de várias maneiras, seja através da dança, da brincadeira, do desenho, da escrita, da fala. Das músicas às danças, com tudo o que elas anunciam e denunciam. Os corpos dançantes revelam memórias coletivas.

“Aprendemos que as danças circulam e que o corpo informa sobre a vida de cada dançarino” (Antonio Nóbrega)
MUSICALIDADE
Famosa no mundo inteiro pela sua qualidade inconteste, a música brasileira tem os dois pés bem fincados no Continente Negro. Quem resiste aos encantos de uma batucada? A musicalidade, a dimensão do corpo que dança e vibra em resposta aos sons só reafirma a consciência de que o corpo humano também é melódico e potencializa a musicalidade como um valor.

“O som é o ponto de partida dos primeiros habitantes do globo terrestre rumo à formação dos primeiros agrupamentos humanos que, no curso da evolução, irão constituir a nossa civilização. A importância da música, da qual o som é a matéria-prima, é superior à descoberta do fogo, ou à invenção da roda ou da imprensa” (Charles Murray)
MEMÓRIA
Para despertar o sentimento de afro-brasilidade e, sobretudo, de orgulho ao exibi-la, é necessário mexer no eixo do racismo e da memória: o racismo como algo a ser enfrentado e a memória para que a presença africana que habita em nós possa emergir livremente.
ANCESTRALIDADE
Quando se pensa em ancestralidade, faz-se uma imediata ponte com a história e a memória. Convém não esquecer o passado. Não há fórmulas complexas para vivenciar o que é, de fato, a ancestralidade. Quer provar? Então saia em busca do relato dos mais velhos, que trazem o rico imaginário afro-brasileiro.

“A memória compõe nossa identidade. É por intermédio da memória que construímos nossa história. Ao construir a memória, construímos lembrança, que para existir precisa do outro e necessita ser compartilhada. Assim também é a obra de arte” (Franklin Esparth Pedroso)
COOPERATIVISMO
Falar sobre cultura negra requer usar a palavra ‘coletivo’. Pensar em africanidades é pensar em comunidade, em diversidade, em grupo. Imaginem o que teria acontecido com a população negra num sistema escravocrata se houvessem desprezado o princípio da parceria, do diálogo, da cooperação? E ainda nos dias que corre, nesta sociedade racista excludente?

“Durante séculos os povos da África Central tinham lidado com a diversidade étnica, desenvolvido tradições religiosas comuns e compartilhado formas culturais. Essas habilidades eles as transmitiram para o Brasil, onde utilizaram indiscutivelmente técnicas similares para lidar com a diversidade cultural” (Karasch)
ORALIDADE
Herança direta da cultura africana, a expressão oral é uma força comunicativa a ser potencializada. Jamais como negação da escrita, mas como afirmação de independência. A oralidade está associada ao corpo porque é através da voz, da memória e da música, por exemplo, que nos comunicamos e nos identificamos com o próximo.

“Griots são contadores de histórias fundamentais para a permanência da humanidade: são como um acervo vivo de um povo. Carregam nos seus corpos lendas, feitos, canções e lições de vida de uma população, envoltos numa magia própria, específica dos que encantam com o corpo e com sua oralidade” (Gregório Filho)
ENERGIA VITAL
O princípio do axé é a vontade de viver e aprender com vigor, alegria e brilho no olho, acreditando na força do presente. Em nada se assemelha a normas, burocracias, métodos rígidos e imutáveis. Pelo contrário. Tudo é uma possibilidade para quem é guiado pelo axé.

“Perdi os dedos, mas não a força e a vontade de esculpir. Aprendi a usar os joelhos como quem usa os pés. Amarrei os instrumentos às mãos para continuar a trabalhar. Afinal, a criação nasce na cabeça, não na ponta dos dedos” (Heróis de Todo Mundo, programa sobre Aleijadinho)
LUDICIDADE
Entre suas variadas utilidades, os jogos sempre viabilizaram o aprendizado. Também serviram para transmitir as conquistas da sociedade em diversos campos do conhecimento. Quando os membros mais velhos de um grupo revelam aos jovens como funciona um determinado jogo de tabuleiro, por exemplo, eles transmitem uma série de conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural daquele grupo.

“Antigamente, o jogo era associado a ritos mágicos e sagrados. Dependendo do lugar, era reservado apenas para os homens, ou para os homens mais velhos, ou, ainda, era exclusivo dos sacerdotes” (Os Melhores Jogos do Mundo)

domingo, 22 de junho de 2014

Propostas para o Conselho Municipal de Política Cultural de Belém/PA.

Cada candidato tem de apresentar uma plataforma de propostas de política cultural para o CMPC, estas aqui foram elaboradas em rodas de conversa da rede [aparelho]-: e do instituto Nangetu, eu apenas fiz algumas atualizações e apresento como as propostas da minha candidatura como conselheiro de Artes Visuais do CMPC de Belém/PA.
  • Reformular a Lei Valmir para garantir a presença da diversidade cultural de Belém no CMPC, em especial atendendo ao que já está em tramitação no CNPC/MINC, a saber: o desmembramento da única cadeira de "Culturas Afro-brasileiras" em outras cinco representações:

1. Expressões artísticas culturais afro-brasileiras (afirmação dos valores civilizatórios afro-brasileiros na cultura);
2. Culturas de Povos Tradicionais de Matriz Africana (povos de terreiros);
3. Capoeira;
4. Cultura Hip-hop (culturas de juventude negra de periferia); e
5. Culturas de Comunidades Quilombolas
  • Fomentar debates sobre a visualidade amazônica com mestres das culturas tradicionais e populares, principalmente para valorizar o diálogo das artes visuais com a produção de visualidade das Culturas Tradicionais e Populares amazônicas.
  • Fomentar em cada distrito ou bairro, a criação e funcionamento de Centros de referência da diversidade cultural, garantindo a presença das culturas tradicionais de terreiros de matriz africana com bibliotecas, brinquedotecas, videotecas, discotecas especializadas em culturas afro-amazônicas, assim como espaço para formação, produção e difusão das culturas afro-brasileiras e para a formação, produção e difusão em audiovisual, artes visuais, teatro, dança, artesanato, moda e outras linguagens desde que com caráter étnico afro-amazônico;
  • Criar política de incentivo à criação e funcionamento de rádios e TVs comunitárias, e outras formas de mídias comunitárias, para divulgação e valorização da diversidade cultural, em especial as culturas dose Povos Tradicionais que são as de menor espaço na dita grande mídia.
  • Promover o intercâmbio entre artistas e produtores culturais de Belém com outras cidades da Pan-Amazônia.
  • Incentivar e fomentar a formação de redes de movimentos culturais, primando pela participação em associação colaborativa e solidária;
  • Ampliar os incentivos e fomentos à troca de experiência horizontal entre produtores culturais e artistas, através de circuito de eventos temporários – rodas de conversas e residências que promovam a convivência e que valorize, reúna e faça circular horizontalmente os agentes das artes pelos distritos de Belém, pelas regiões do Pará e em todo o território nacional.
  • Criar e fomentar iniciativas de comunicação comunitária, principalmente rádios, e em cada distrito administrativo de Belém, para a produção e veiculação de informações específicas da produção artística e das manifestações culturais, com o protagonismo desses agentes da cultura.
  • Incentivar e fomentar o intercâmbio dos artistas visuais de Belém com experiências artísticas e culturais de outros países da América Latina e Caribe, aproximando a experiência artística de Belém com outras experiências pós-coloniais.
  • Incentivar e fomentar a implantação e o funcionamento de laboratórios livres de produção multimídia, que tenha participação da juventude, ou seja: construir centros de referência da cultura de bairros para, entre outras ações, disponibilizar a jovens artistas os equipamentos de xilogravura, serigrafia, de cerâmica, de experimentação em pintura, de fotografia, de vídeo, de outras mídias eletrônicas – de preferência com software livre – para criar o estimulo à experimentação artística, ao registro da produção cultural, e à difusão da produção dos artistas belenenses.
  • Garantir que a prefeitura crie a infraestrutura necessária, e programas de formação e manutenção de espaços,  para a produção de mídia e construção da memória da produção artística e cultural pelos próprios agentes da cultura.
  • Privilegiar as áreas economicamente periféricas e de menor IDH, para os investimentos em infra-estrutura de equipamentos culturais.
  • Privilegiar as áreas economicamente periféricas para os investimentos em eventos culturais.
  • Promover, incentivar e fomentar a interação e produção coletiva, e a associação colaborativa e solidária entre artistas;
  • Garantir a aplicação do DECRETO Nº 8.243, DE 23 DE MAIO DE 2014, que Institui a Política Nacional de Participação Social - PNPS e o Sistema Nacional de Participação Social - SNPS, na cultura de Belém.

sábado, 17 de maio de 2014

Debate: O PLANO SETORIAL DE CULTURAS AFRO BRASILEIRAS e a implantação do sistema municipal de cultura de Macapá.


19/05/2014, segunda-feira.
Local: Auditório do Museu da Fortaleza de São José de Macapá/ Amapá.
Debate:
O PLANO SETORIAL DE CULTURAS AFRO BRASILEIRAS e a implantação do sistema municipal de cultura de Macapá.
9h - Composição da Mesa de debates: 
1. Lindivaldo Leite Junior, diretor de Fomento e Promoção da Cultura Afro-Brasileira da Fundação Cultural Palmares - MinC
2. Representante da FUNCULT.
3. Representante da IMPROIR.
4. Táta Kinamboji (Arthur Leandro) - Representante do Colegiado Setorial de Culturas Afro-brasileiras no Conselho Nacional de Política Cultural/ CNPC-MinC.
5. Paulo Axé, Conselheiro Nacional de Promoção da Igualdade Racial – CNPIR/ SEPPIR
14:30 - Grupos de Trabalho.
17h - Apresentação de propostas e encaminhamentos.

Proposição: Colegiado Setorial de Culturas Afro-Brasileiras do CNPC/MinC
Organizações da sociedade civil envolvidas:
Associação Beneficente Ylê da Oxum Apará/ ABYOA + Federação dos Cultos Afro-religiosos de Umbanda e Mina Nagô do Estado do Amapá/ FECARUMINA + Instituto Rumpilê + Articulação Amazônica de Povos Tradicionais de Matriz Africana/ ARATRAMA-AP + Centro Cultural e Educacional Nina Souza/ CENS + Liga Independente das Religiões Afro-ameríndias/ LIRA + Federação dos Cultos Afro-brasileiros FECAB-AP + Federação Espírita e dos Cultos Afro-brasileiros do Amapá/ FECAP + Centro de Cultura Afro-Brasileira + Instituto Afro-ameríndio + Fórum de Juventude Negra do Amapá FOJUNE-AP + Movimento Afro Jovem do Amapá/ MOAJA + COLETIVO PRETITUDE + Federação Amapaense de Hip-Hop/ FAHH + Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas/ CONAQ-AP.
Instituições públicas envolvidas:
Ministério da Cultura + Fundação Cultural Palmares + Fundação Municipal de Cultura de Macapá/ FUNCULT + Instituto Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – IMPROIR + Secretaria de Estado da Cultura/ SECULT-AP + Museu Fortaleza São José de Macapá.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

PALAVRA DA MINISTRA DA CULTURA NÃO VALE NADA!!!!!!!!

Bernardo Machado, secretário Geral do CNPC/ MinC, compareceu na reunião do colegiado setorial de culturas afro-brasileiras na tarde do dia 14 de maio de 2014 apenas para dizer que, pela quinta vez, teremos de novamente expor argumentos para convencer o Ministério da Cultura da necessidade das quatro cadeiras de conselheiros afro-brasileiros no Conselho Nacional de Política Cultural - CNPC/ MinC.


Ou seja, ele foi dizer que a decisão de recomendar as cadeiras de conselheiros que o plenário do CNPC não vale nada. E foi dizer também que a palavra da Ministra Marta Suplicy, que determinou a criação dessas cadeiras em audiência com os conselheiros da setorial de culturas afro na tarde do primeiro dia III Conferência Nacional de Cultura em novembro de 2013, também não vale nada

Conclusão: O MinC é um Império do Racismo Institucional e PALAVRA DA MINISTRA DA CULTURA NÃO VALE NADA!!!!!!!!

Ver mais neste link.

Carta Aberta a Ilma. Sra. Martha Suplicy ou Palavra de Ministra Não Vale Nada?

Carta Aberta a Ilma. Sra. Martha Suplicy ou
Palavra de Ministra Não Vale Nada?

A proposta da criação das cadeiras no CNPC, amplamente debatida e articulada pelo Colegiado Setorial de Cultura Afro-Brasileira nasce a partir da primeira reunião do Colegiado realizada em Brasília no dia 20/06/2013, depois é aprovada pelo Conselho Nacional de Política Cultural em sua 19ª Reunião Ordinária realizada em 31/07/2013 com a recomendação de ampliação da representação das culturas afro-brasileiras no Conselho Nacional de Política Cultural, nos conselhos estaduais e municipais de cultura e demais instâncias de participação e controle social do Sistema Nacional de Cultura e por fim é garantida pela Ilma. Ministra da Cultura Marta Suplicy em reunião realizada com este colegiado no dia 27/11/2013.

(Em anexo encaminhamos cópia da publicação do Diário Oficial da União com a Recomendação No. 6, de 31 de julho de 2013.)

Nos, membros do Colegiado Setorial de Culturas Afro-Brasileira, reunidos em reunião ordinária nos dias 13 e 14/05/2014 em Brasília fazemos a seguinte pergunta: Palavra de Ministra Vale?

As vésperas da 23ª. reunião ordinária do CNPC Minc, nada foi resolvido. O Ministério da Cultura convidará representantes da Capoeira, do Hip Hop e dos Povos Tradicionais de Matriz Africana para falarem no plenário.

Não foi isso que nos garantiram. Nos garantiram a criação das cadeiras de Capoeira, Cultura Hip Hop e Povos Tradicionais de Matriz Africana.

O Minc justifica a não garantia da palavra da Ministra pela necessidade de estudo sobre a viabilidade econômica da criação das cadeiras, pela construção de exposição de motivos, pelo crescimento do numero de representações no CNPC, o que levaria ao seu inchaço.

Outra questão também garantida e foi a implementação de pelo menos um Pontão de Cultura de Matriz Africana em cada região. Não o lançamento de editais de premiação. Palavra de Ministra Vale?

Este mandato do Colegiado Setorial de Culturas Afro-Brasileiras do CNPC/Minc só se encontrará ordinariamente mais uma vez até o fim do seu mandato.

Na abertura da III Conferência Nacional de Cultura a Ilma. Sra. Ministra da Cultura afirmou: “A base da cultura brasileira é negra”. Palavra de Ministra Vale?

O Ministério da Cultura só foi criado em 1985, pelo Decreto 91.144 de 15 de março daquele ano. Reconhecia-se, assim, a autonomia e a importância desta área fundamental, até então tratada em conjunto com a educação.

Considerando a re-estruturação do Conselho Nacional de Política Cultural, remodelado desde 2005, é somente no final de 2012 que, à duras penas e com tantas outras dificuldades regionais, constituiu-se e elegeu-se o PRIMEIRO Colegiado Setorial de Culturas Afro-Brasileiras do CNPC, que foi composto por 25 representantes de quatro das cinco regiões administrativas do Brasil.

Porque será que o Estado brasileiro só instaurou uma única representação das diversas culturas afro-brasileiras no Ministério da Cultura, apenas 26 anos depois de sua criação?

Porque o ônus das dificuldades [financeiras e de execução] dos CNPC, pelo menos desde 2005 a 2013, e colocado no colo das Culturas Afro-Brasileiras?

Será que a palavra e comprometimento da Ministra com o movimento social cultural afro-brasileiro não será cumprido?

Colegiado Setorial de Culturas Afro-Brasileiras do Conselho Nacional de Políticas Culturais do Ministério da Cultura


Arthur Leandro / Tata Kinamboji (PA)
Paulo Cesar Pereira de Oliveira (SP)

Região Norte
Mametu Nangetu (PA)
Muagilê N’Zambi (PA)
Janete de Oliveira (PA)
Emanuel dos Santos Souza (PA)
Tatá Dianvula (PA)

Região Nordeste
Mãe Neide (AL)
Cláudia Cristina Puentes (AL)
Pai Lula Dantas (BA)
Mãe Beth de Oxum (PE)
Edvaldo Pena da Silva - Ibuaroji (BA)
Mãe Lucia Goes Brito (BA)
Pai Gilson (AL)
Rodrigo Petinati (AL)

Região Sul
Valmir Ferreira / Baba Diba (RS)
Elza Vieira da Rosa (RS)

Região Sudeste
Mãe Márcia de Osun (RJ)
Alexandre Braga (MG)
Pedro Neto (SP)
Jana Guinond (RJ)
Flávio Costa (RJ)
Sandra Campos (SP)
Eduardo Brasil (SP)




quarta-feira, 7 de maio de 2014

Catálogo da exposição "Nós de Aruanda - artistas de terreiro" 2014.

Catalogo da Exposição Nós de Aruanda, artistas de terreiro 2014, para baixar clique aqui.

Curadoria Grupo de Estudos Afro-Amazônico & Grupo de Estudos e Pesquisa Roda de Axé da Universidade Federal do Pará/ GEAM & GEP Roda de Axé/ UFPA. 
Pesquisadores: Alan Patrick da Costa Fonseca/// Alef Monteiro de Souza/// Amadeu Lima de Deus/// Arthur Leandro/// Aurilene Pereira Ferreira/// Eleanor Gomes Palhano/// Isabela do Lago /// Joao Simões Cardoso Filho/// Jocimara Fideles Alves/// Katia Simone Alves de Araujo/// Lorena Alves Mendes/// Marilu Marcia Campelo/// Mírian Aparecida Tesserolli/// Raimundo Jorge Nascimento de Jesus/// Shirley Muryel Ferreira Albuquerque/// Sttefane da Costa Trindade/// Walter Hugo Diaz Pinaya/// Zélia Amador de Deus.